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Mercado eleva previsão para IPCA em 2008

Em alguns casos, projeção supera a meta de inflação para o ano, de 4,5%

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2005 | 00h00

As projeções de inflação para 2008 começam a ficar mais próximas ou até acima do centro da meta para o ano, que é de 4,5%. Embora a média do mercado ainda estime um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4% para o ano que vem, algumas previsões superam a média e rondam a meta de inflação, como a da MB Associados (4,3%) e a do Instituto de Economia da UFRJ (4,6%).O único ano, desde o início da vigência do regime de metas, em 1999, em que o IPCA ficou abaixo do centro da meta (4,5%) foi em 2006, quando atingiu 3,1%. Em 2000, a inflação foi igual ao centro, de 6% naquele momento.''''A inflação em 2008 começa a ficar mais preocupante. Com 2007, já dada e consolidada uma inflação próxima de 4%, a perspectiva é de que as pressões de demanda que se avizinham pressionem o IPCA para um número mais próximo da meta (4,3%). Com isso, esperamos que o Banco Central pare de subir a taxa de juros já na reunião de outubro'''', diz boletim divulgado ontem pela MB Associados. Segundo a consultoria, os índices recentes mostram ''''reversão preocupante''''.O cenário do IE/UFRJ leva em conta que os efeitos dos choques agrícolas deverão perdurar durante mais algum tempo. Além disso, os preços dos serviços e das tarifas administradas serão um pouco maiores no ano que vem. ''''O atual choque das commodities agrícolas vai ter uma extensão mais prolongada do que estamos acostumados'''', diz o economista Carlos Thadeu de Freitas Filho, responsável pela análise da inflação no grupo de conjuntura do IE/UFRJ.O economista avalia que cotações como as do milho, da soja e do trigo continuarão em elevação. Ele explica que esses produtos influenciam outros na cadeia produtiva, como os preços das rações e das carnes no caso da soja, e itens como pães, macarrão e biscoitos, no caso do trigo.Nos últimos três meses, o grupo de conjuntura ampliou a projeção de inflação progressivamente, de 4,3% para 4,6%. No caso dos serviços, tem havido o que o economista chama de ''''recuperação de margens''''. Na prática, prestadores de serviços registraram aumentos de gastos, como os ajustes salariais, e têm repassado esses valores na forma de aumentos de preço. Para esse setor, a mão-de-obra tem peso importante e as oscilações do dólar, pouca influência.''''A atividade econômica está forte e permite que esses aumentos ocorram'''', diz ele. Mesmo prevendo inflação acima do centro da meta, Freitas Filho explica que não é motivo para mudança na política monetária. Segundo ele, a inflação ficará dentro do intervalo de tolerância, que vai de 2,5% e 6,5%.Na Tendências Consultoria, a projeção de inflação para 2008 foi revisada de 3,8% para 4,1%, como reflexo da expectativa de crescimento mais forte para a economia no ano que vem.A Tendências revisou, no início do mês, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 de 4,3% para 4,8% e para o ano que vem, de 4,1% para 4,4%. A economista da consultoria Marcela Prada explica que uma atividade mais aquecida aumenta a chance de inflação maior. Ainda assim, a avaliação da especialista é de que a inflação brasileira está ''''bem comportada''''.

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