Mercado eleva previsão sobre juros, mostra pesquisa do BC

As instituições financeiras ouvidas na pesquisa semanal do Banco Central (BC) elevaram de 15,50% para 16,33% ao ano as estimativas de taxa de juros para o final de fevereiro. O aumento das projeções ocorreu na mesma semana que o BC divulgou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em que os juros foram mantidos em 16,50%. No documento, o Copom fez vários alertas sobre uma possível volta de uma inflação mais persistente. Com o aumento das previsões, a expectativa de queda dos juros em fevereiro foi reduzido de um ponto porcentual para 0,17 ponto porcentual, um cenário ainda mais otimista que o traçado por analistas de mercado que acreditam na possibilidade de manutenção dos juros em 16,50% durante todo o primeiro trimestre do ano. Apesar do aumento do pessimismo no curto prazo, as instituições ouvidas pelo BC mantiveram a previsão de queda de 3 pontos porcentuais dos juros ao longo do ano, que terminaria com uma taxa de 13,50% ao ano. As estimativas mais longas para o fim de 2004, no entanto, apresentaram comportamento diverso e subiram de 12,34% para 12,50% ao ano. Com a elevação, a estimativa de queda dos juros para o próximo ano voltou para a marca de um ponto porcentual. As projeções de mercado para a taxa média de juros em 2004 subiram de 14,71% para 14,84% ao ano na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC). A mesma tendência de alta foi seguida pelas estimativas de juros médio em 2005, que subiram de 13% para 13,04% ao ano. IPCAAs projeções de mercado para o IPCA deste ano subiram de 5,99% para 6,01% na pesquisa semanal feita pelo BC. O porcentual já é um pouco superior aos 6% previstos há quatro semanas, mas ainda está dentro do intervalo de variação da meta de inflação de 5,5% do corrente ano. Por este intervalo, a inflação medida pelo IPCA pode ficar até 2,5 pontos porcentuais acima ou abaixo da meta. As previsões de IPCA para 2005, no entanto, foram mantidas nos mesmos 5% da pesquisa anterior. A meta de inflação do próximo ano já foi fixada em 4,5% com o mesmo intervalo de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo. As expectativas de IPCA para janeiro do ano em curso também ficaram estáveis nos mesmos 0,70% da pesquisa anterior. As previsões para fevereiro, no entanto, seguiram tendência inversa e subiram pela terceira vez consecutiva de 0,60% para 0,70%. Há quatro semanas, as projeções de IPCA para fevereiro estavam em 0,50%. O BC registrou ainda uma estabilidade em 0,70% das expectativa de IPCA para janeiro das cinco instituições com maior grau de acerto em suas previsões. As estimativas de IPCA destas mesmas instituições subiram, ao mesmo tempo, de 0,55% para 0,68%. As previsões de reajuste dos preços administrados neste ano ficaram estáveis em 7% e as estimativas para 2005 também não se alteraram e permaneceram nos mesmos 6% da pesquisa anterior. CâmbioAs estimativas de mercado para a taxa de câmbio no final de 2004 foram mantidas em R$ 3,10 na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC). A manutenção ocorreu na mesma semana em que o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) sinalizou com uma possível elevação dos juros no médio prazo, que poderá implicar numa reversão de fluxos de recursos externos para países emergentes como o Brasil. As projeções de taxa de câmbio para o final de 2005 vieram ainda mais otimistas, com uma queda de R$ 3,30 para R$ 3,28. As estimativas de taxa média de câmbio para 2004 ainda subiram de R$ 3,00 para R$ 3,01 e as previsões para 2005 ficaram estáveis em R$ 3,18. As instituições financeiras ouvidas pelo BC ainda aumentaram de R$ 2,89 para R$ 2,90 as previsões de câmbio para o fim do corrente mês de fevereiro. PIBAs projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano subiram de 3,60% para 3,66% na pesquisa semanal do Banco Central (BC). As previsões de crescimento para 2005 também subiram e foram dos 3,80% da pesquisa anterior para 3,90%. Há quatro semanas, as estimativas de expansão do PIB para 2005 ainda estavam em 3,66%.

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