Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercado eleva projeção para os juros e melhora estimativa para o PIB

Após o anúncio de medidas pelo governo Temer, projeção para a Selic ao fim deste ano passou a 12,88%, contra 12,75% anteriormente; PIB deve cair 3,81%

Reuters

30 de maio de 2016 | 09h18

SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção para a taxa básica de juros neste ano, reduziram a de 2017 e melhoraram as perspectivas para a economia após o governo anunciar as primeiras medidas para reequilibrar as contas públicas e receber aval para fechar o ano com déficit primário de R$ 170,5 bilhões.

A projeção para a Selic ao fim deste ano passou a 12,88% na mediana das projeções, contra 12,75% anteriormente, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, 30.

A mediana das projeções para 2017 caiu a 11,25%, frente a 11,38% no levantamento anterior. A Selic permanece em 14,25% desde julho passado.

O Top 5, grupo que mais acerta as projeções, vê a taxa a níveis mais altos - a 13,50% neste ano e a 12% no final de 2017.

Na semana passada, o governo do presidente interino Michel Temer anunciou medidas que incluem limitação dos gastos públicos e proibição de elevação de subsídios.

Pouco depois, Temer passou em seu primeiro teste efetivo do no Legislativo quando o Congresso Nacional aprovou a nova meta fiscal para este ano, garantindo ao governo espaço para manter gastos orçamentários e fechar o ano com déficit primário de R$ 170,5 bilhões.

Em relação à economia, os especialistas consultados veem agora uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 3,81%, contra queda de 3,83% anteriormente. A estimativa de crescimento em 2017 passou a 0,55%, sobre 0,50%.

Para a inflação, o Focus apontou alta na perspectiva para o avanço do IPCA ao fim deste ano. A inflação oficial é estimada em 7,06%, contra 7,04% antes, acima do teto da meta do governo, de 6,5%.

Sobre 2017, a projeção no levantamento com uma centena de economistas permaneceu em 5,50%, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto.

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