Mercado em compasso de espera

O mercado continua em compasso de espera e aguarda novos números da economia americana para ter uma definição melhor do cenário financeiro. Os números aguardados começam a sair nessa sexta-feira, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (PPI), nos Estados Unidos. No dia 14, próxima quarta-feira, sai um dos indicadores mais importantes: o Índice de Preços ao Consumidor (CPI).A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne no dia 20 para decidir se a taxa de juros no Brasil continua em 18,5% ao ano. Na última reunião, no final de maio, o Comitê optou pelo conservadorismo e manteve a taxa nos patamares atuais. Também não colocou viés, ou seja, não indicou a sua tendência para as próximas reuniões.O diretor do Banco Central, Sérgio Werlang, não concorda que houve excesso de conservadorismo nas últimas reuniões do Copom. Porém, é dele a queda na estimativa de expansão da economia brasileira em 2000. De acordo com o diretor, ela deve ficar próxima de 4% do PIB (Produto Interno Bruto). A sua última expectativa estava em torno de 5%. Analistas divergem Os analistas se dividem. Alguns acreditam que as taxas estão altas mas não devem cair, por enquanto. Isso porque é preciso uma certeza maior em relação ao desaquecimento da economia norte-americana. Outros defendem que as taxas já poderiam ceder, pois a inflação está contida e deve fechar o ano abaixo da meta estabelecida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 6%.O que se percebe é que a decisão do Copom deve ser influenciada por diversas variáveis. Além dos números da economia americana e dos bons fundamentos da economia brasileira, pesa também o resultado da próxima reunião da Opep - Organização dos Países Exportadores de Petróleo -, que está marcada para o próximo dia 21 de junho. A decisão sobre o preço do petróleo tem impacto sobre o preço dos produtos importados e sobre o que é produzido no País. O reflexo cai direto da inflação.Veja na seqüência os números do fechamento do dia no mercado financeiro.

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