Mercado ensaia recuperação atento aos EUA

O mercado financeiro encerra a semana menos pessimista do que começou. As boas notícias do cenário externo - aprovação do pacote de ajuda à Turquia, a sinalização de corte de juros nos EUA, a aprovação do orçamento pelo Senado argentino e o recuo no preço do petróleo - retiraram, em parte, a instabilidade dos negócios. Porém, como a mudança de cenário é muito recente, não se sabe se esse otimismo deve ser mantido.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e, há pouco, operava com valorização de 1,38%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,500% ao ano, frente a 17,670% ao ano registrados ontem. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9690 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,30%.As atenções hoje estarão voltadas para os Estados Unidos, onde serão divulgados os dados sobre desemprego referentes a novembro, às 11h30. Também deverão merecer a atenção do mercado um discurso que o secretário do Tesouro americano, Lawrence Summers, fará nesta sexta-feira e os pronunciamentos do presidente do FED Alan Greenspan.No mercado interno, os analistas começam a mudar suas perspectivas em relação a um possível corte na taxa básica de juros - Selic - na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 19 e 20 de dezembro. Outra possível decisão seria a colocação de um viés de baixa. Isso significaria que a taxa de juros poderia cair antes da primeira reunião do Copom em 2001, que está marcada para os dias 16 e 17 de janeiro.

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