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Mercado entre expectativa do Fed e otimismo interno

O mercado brasileiro abre hoje na expectativa para a reunião do Federal Reserve, que começa amanhã e termina na 4ªF, com o anúncio da decisão sobre a taxa de juros. A maioria absoluta dos analistas conta com um corte de 0,50 ponto, mas, até o veredicto de Greenspan, o mercado ainda contará com alguns indicadores para avaliar o pulso da economia americana. Amanhã sai o índice de confiança do consumidor, cuja importância foi destacada no último depoimento do presidente do Fed, e, na 4ªF, antes do final da reunião, serão divulgados o PIB do quarto trimestre de 2000 e dados sobre imóveis e o nível de atividade. Embora o ambiente seja de forte expectativa, o mercado brasileiro tenta manter um certo descolamento das oscilações externas e preservar o bom desempenho deste início de ano, sustentado pelo otimismo com a economia. A inflação segue baixa e o IPC-Fipe divulgado hoje, com pequena alta para 0,39% na terceira prévia do mês, ficou dentro do esperado. O crescimento do PIB, que deve ser maior em 2001, pode ter sido superior ao imaginado já em 2000. Segundo projeção do Ipea publicada num jornal paulista hoje, o PIB, impulsionado por uma forte arrancada industrial de 11% em dezembro, pode ter fechado 2000 com elevação maior do que os esperados 4%. A atividade econômica reduz o desemprego e melhora o cenário político para 2002, o que se traduz em maior facilidade para o BC e o Tesouro, que voltam aos leilões de títulos entre hoje e amanhãq, a alongarem a dívida pública. O efeito colateral do PIB mais vigoroso, porém, aparece na balança comercial. Hoje saem novos dados preliminares de janeiro e será importante checar se será mantida a tendência de importações aceleradas observada nas semanas anteriores. Para o mercado, mais do que haver superávit ou déficit, o importante é que as exportações continuem crescendo com mais força do que as importações e, assim, sinalizem uma balança sustentável no futuro. Ainda na agenda de hoje, destaque para o leilão das licenças do Serviço Móvel Pessoal. Espera-se que a Justiça de SP decida sobre o recurso do governo contra a liminar que suspendeu o leilão da banda C, que seria realizado amanhã. Analistas continuam apostando que, diferentemente de 2000, 2001 pode ser um ano de colheita para a bolsa. Os juros ainda têm espaço de queda e só o câmbio, devido às contas externas ainda deficitárias, pode ser pressionado, mas sem explosões. Na bolsa, alguns players ainda esperam um cenário mais claro para entrar, apesar de a alta acumulada entre dezembro e janeiro mostre que o prêmio para os mais cautelosos está se estreitando mais e mais. Nos bradies, investidores se anteciparam e o C-bond fechou semana passada acima de US$ 0,80, maior nível desde maio de 98.

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