Mercado especula queda de juros

O cenário da economia norte-americana dá sinais de desaquecimento desde a semana passada e abre espaço para que os analistas reajam aos índices de inflação, que voltam a surpreender com resultados abaixo das expectativas. O IPC da Fipe, divulgado ontem, registrou variação de 0,03% em maio. O bom resultado fez a Instituição alterar suas projeções para o mês de junho. O Índice anterior era de 0,20% e caiu para 0,10%. A Fipe acredita que o acumulado no ano ficará, com folga, dentro da meta de inflação estabelecida, de 6%. A reação do dólar ao ambiente externo, mantendo-se abaixo da casa de R$ 1,80, também reforça o otimismo do mercado. Afinal, integrantes da equipe econômica deixaram claro que o câmbio é a variável que absorverá os choques externos, mas que é também será observada para a definição dos juros internos. Redução já neste mês Essa conjugação de fatores começa a gerar no mercado a expectativa de que, na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 19 e 20 de junho, haja espaço para corte na taxa básica - Selic. O único senão nesse cenário é o preço do petróleo. Mas, para os analistas, esse fator perde a força diante do restante do noticiário.Para alguns operadores, a nova alta de juros nos EUA está praticamente afastada no curto prazo. A inflação interna está sob controle. Diante disso, seria uma incoerência não haver recuo da Selic.

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