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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercado espera boas notícias

A partir das 10h (horário de Brasília) será divulgado o plano de contenção de consumo de energia elétrica. Finalmente os mercados poderão estimar o tamanho da crise, a adequação das medidas e o seu impacto na economia. Os investidores esperam que as empresas não sofram muitas restrições à produção, o que reduziria o crescimento econômico e pressionaria a inflação. Por outro lado, nesse penúltimo ano de governo, o ideal, na visão dos investidores, é que os consumidores sejam pouco afetados para não arranhar a imagem do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma forte queda na popularidade do governo aumentaria as chances da oposição vencer as eleições do ano que vem, assim como os riscos de mudanças na política econômica.As medidas cogitadas até agora, de controlar a crise por tarifas e não por apagões induzidos, e de liberar o consumo abaixo de 200 kWh mensais - o que isenta 70% dos consumidores de multa - são soluções que minimizam as conseqüências, tanto para empresas como para as famílias. Além disso, a mobilização da sociedade está sendo grande, apesar da pouca antecedência, o que também diminui, ao menos em parte, os efeitos indesejáveis da redução no consumo. Como as notícias no início da crise foram muito alarmistas, é possível que os mercados comecem a se recuperar do pessimismo conforme a situação for se desenvolvendo.Pode haver alívio com ArgentinaTambém devem ser divulgados entre hoje e segunda-feira os detalhes da troca de títulos da dívida argentina, acontecimento aguardado com impaciência pelos investidores. Já se sabe que a operação envolverá US$ 25 bilhões no máximo, aliviando as obrigações do governo nos próximos anos. Assim, fica descartada a possibilidade de uma insolvência no curto prazo, reduzindo as tensões no mercado.Contudo, ainda resta o desafio de recuperação da economia, há 34 meses em recessão. Como o peso está sobrevalorizado e o câmbio é fixo, os produtos argentinos perdem em competitividade, o que dificulta uma retomada da economia. Além disso, mesmo as metas renovadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) são consideradas de difícil cumprimento, dadas as dificuldades do governo em equilibrar as contas públicas. Se os termos da reestruturação da dívida parecerem realistas para os analistas, as preocupações devem se voltar para o longo prazo. Com isso, há uma chance de recuperação para as cotações dos mercados, que chegaram aos atuais níveis por causa do enorme pessimismo com a crise econômica argentina e com a crise energética.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

18 de maio de 2001 | 08h22

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