Mercado espera decisão do Copom

Hoje encerra-se a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para discutir a Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, atualmente em 19% ao ano. A aposta do mercado é quase unânime na manutenção da taxa no patamar atual, ainda que a tendência seja de queda ao longo de 2002. A meta está apertada para esse ano, e pode ser pressionada pela sucessão presidencial, mas há uma boa folga para 2003. Ainda assim, espera-se uma queda já a partir da reunião de fevereiro ou março. O presidente Fernando Henrique Cardoso declarou ontem, após reunião com os ministros da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira; das Comunicações, Pimenta da Veiga, que desistiu da proibição dos celulares pré-pagos. Ainda que a hipótese tenha sido afastada, os investidores ainda podem apresentar alguma reação.Enquanto o começo de ano mantém-se relativamente tranqüilo nos mercados, o Banco Central aproveita para antecipar mais uma rolagem de títulos cambiais na quinta-feira, a terceira desde 14 de dezembro. Como há uma forte concentração de vencimentos de cambiais no terceiro trimestre, o governo tenta reduzir o risco de trocar todos os papéis no mesmo momento. Na última tentativa, dia 17, os resultados foram considerados positivos e todo o lote foi rolado, inclusive em condições melhores do que na primeira.Argentinos negociam com FMIChegou ontem em Buenos Aires a equipe técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) que avaliará o orçamento para 2002 e as medidas econômicas do governo. Após essa análise, será enviada uma missão negociadora. Ontem foram feitas algumas declarações importantes por altos executivos da instituição, o que aumenta a expectativa de liberação de recursos para o país. O diretor-gerente do FMI, Horst Köhler reconheceu que subsídios agrícolas da União Européia (UE) e a pouca insistência do Fundo na adoção de políticas sustentáveis no final dos anos 90 contribuíram para a atual situação argentina. Por outro lado, a vice-diretora-gerente, Anne Krueger afirmou hoje que considera a quantia pedida pelo governo do presidente Eduardo Duhalde, US$ 15 bilhões, elevada demais. Os recursos são esperados com ansiedade, já que, mesmo com todos os controles estabelecidos, a proibição de compra de dólares com cheques e intervenções do Banco Central no mercado, a moeda norte-americana voltou a fechar ontem no mercado livre a $1,95 peso.Por enquanto, a UE, que parecia estar mais empenhada na ajuda à Argentina do que os Estados Unidos, ainda não liberou recursos para o país, limitando-se a dar assistência técnica. Como a presidência da UE está sendo exercida pela Espanha, país seriamente afetado pela crise, esperava-se uma postura mais ativa dos europeus em favor da Argentina.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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