Mercado espera decisão sobre juros nos EUA

O mercado financeiro aguarda os novos rumos das taxas de juros nos Estados Unidos. O banco central norte-americano (FED) se reúne a partir de hoje e deve divulgar a nova taxa amanhã. Analistas não acreditam que o FED determine uma nova alta dos juros. Em um ano, o FED já promoveu seis aumentos, totalizando 1,75 ponto porcentual.Os últimos números da economia norte-americana dão sinais de que a alta nos juros está conseguindo o efeito desejado pelo banco central dos EUA, ou seja, uma desaceleração suave na economia do país e uma redução das pressões inflacionárias. Porém, nos últimos dias, uma alta no preço do barril do petróleo tem preocupado as autoridades monetárias de todo o mundo. Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu por um aumento de 708 mil barris na produção diária do óleo. Mesmo assim, o preço não cedeu. Hoje pela manhã, de acordo com reportagem de Patricia Lara, o presidente da Organização, o venezuelano Ali Rodriguez, afirmou que, "se houver necessidade, a Opep aumentará a produção". No início da manhã, os contratos futuros do petróleo caíam para US$ 29,73 o barril. Ontem o fechamento foi de US$ 29,75. Mercado aguarda decisão do FED O mercado de juros deve passar o dia em compasso de espera, em função da decisão do FED. Apesar da expectativa de que os juros não subam mais, os investidores devem optar pela cautela, evitando tomar decisões para não correr riscos. Consequentemente, o ritmo dos negócios deve diminuir.Hoje, o Tesouro Nacional voltará oferecer, por intermédio do Banco Central, títulos prefixados. Será leiloado um lote de 1 milhão de papéis com prazo de seis meses. Além disso, haverá um lote menor, com prazo de um ano, para testar a aceitação do mercado por títulos de prazo mais longo. Há pouco, os títulos de juros prefixados para operação de swap com base em 252 dias úteis, o melhor indicador de juros de longo prazo, pagavam juros de 18,87% ao ano. Ontem fecharam estáveis em 18,91% ao ano.E veja em instantes a abertura do mercado acionário e as cotações do dólar

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