Mercado espera mais pesquisas no feriado em SP

O feriado em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932 no Estado de São Paulo praticamente paralisa os negócios hoje, já que as bolsas com sede na capital não funcionam. Ontem o clima já foi de feriado prolongado, com plantões nas mesas de muitas instituições financeiras. Ainda assim, os investidores continuarão atentos aos acontecimentos nas bolsas internacionais e às pesquisas eleitorais.A divulgação de mais um escândalo contábil em uma empresa global de grande parte, desta vez a farmacêutica Merck, foi seguida de fortes quedas nas bolsas norte-americanas e européias, e a reação pode continuar. Depois da Enron e da WorldCom, esse é o terceiro caso a abalar os mercados mundiais e reacende os temores dos investidores, que vêm se afastando das aplicações de risco, aí incluídos os investimentos em países emergentes.Mas a principal preocupação no Brasil continua sendo a sucessão presidencial. Os boatos, depois confirmados, de que Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, havia alcançado o candidato governista, José Serra, e que Luis Inácio Lula da Silva, do PT, não foi afetado pelas denúncias envolvendo a prefeitura de Santo André, abalaram os investidores na sexta-feira. Porém, ontem, a notícia já havia sido digerida e os analistas ponderavam que a exposição na mídia impulsionou todos os candidatos, de Roseana Sarney a Ciro, e que Serra pode ter sua chance em agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito, no qual concentra cerca de 40% do tempo.Ainda assim, é cedo para se falar em otimismo. O dólar mantém-se acima de R$ 2,80; e ontem fechou em R$ 2,8610. O mercado de juros acompanhou a recuperação e os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagavam taxas de 23,800% ao ano, frente a 24,600% ao ano sexta-feira. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,56% em 10687 pontos e o volume de negócios mais fraco desde 21 de janeiro, de 221 milhões. Agora espera-se o resultado da pesquisa do Ibope, a ser divulgada hoje à noite. Por via das dúvidas, o mercado recebeu bem a declaração do ministro da Fazenda, Pedro Malan, de que o governo não descarta negociar um pacote de transição com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os termos do acordo teriam a aprovação de todos os candidatos, ou dos dois que vencerem o segundo turno, dependendo do tipo de acordo político e do tempo em que se concluir a negociação. Essa seria uma garantia para os investidores, mas Lula já declarou que não está interessado no assunto. Não se sabe qual será a reação do mercado, mas analistas cogitaram que, mais futuramente, quando as preocupações se desviarem da conquista de votos para a governabilidade, isso poderá mudar.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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