Mercado espera menos oscilações hoje

O mercado financeiro, que vinha demonstrando apreensão em relação aos últimos índices de inflação, deve começar o dia mais aliviado depois da divulgação do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado, que saiu após o fechamento do mercado, ficou em 2,39%. A expectativa dos analistas era um número entre 2,20% e 2,50%.Os operadores aguardam um mercado mais tranqüilo hoje. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu com pequena alta de 0,02% e mantém-se estável. O dólar, que voltou a cair ontem, está cotado a R$ 1,8270 na ponta de venda dos negócios - uma alta de 0,16% em relação aos últimos negócios da quarta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,160% ao ano, no início da manhã, frente a 16,990% ao ano registrados ontem. Ata do Copom: reavaliação da inflaçãoNo início da manhã, foi divulgada a ata da 50ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ressalta a mudança de cenário em relação à trajetória da inflação. De acordo com apuração do editor Milton F. da Rocha Filho, a ata informa que os indicadores de preços mais recentes levaram o Comitê a reavaliar para cima os valores esperados para a inflação em 2000. Mesmo assim, a meta para esse ano - de 6%, com folga de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo - será cumprida.Porém, caso a tendência de alta para os preços permaneça, o risco que se corre é em relação à trajetória para a inflação em 2001. No próximo ano, a meta prevista é de 4%. Diante disso, segundo a ata, o Copom decidiu por manter a taxa básica de juros - Selic - em 16,5% ao ano, em sua última reunião realizada no dia 23 de agosto.A ata do Copom atribuiu a mudança na trajetória para a inflação à pressão sobre os preços do petróleo e concluiu que , caso o preço do óleo suba ainda mais, um "ajuste interno adicional" será necessário. A conclusão sinaliza que pode haver um novo aumento dos combustíveis. O Copom não é otimista em relação a essas perspectivas. Ele lembra que a proximidade do inverno no Norte e a falta de sinais claros de aumento da produção do produto aumentam a probabilidade de novas altas.Veja na seqüência como a inflação em alta diminui o rendimento das aplicações.

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