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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercado espera pela divulgação da ata do Copom

A expectativa de hoje no mercado financeiro é em torno da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que em sua última reunião manteve a taxa de juros referencial da economia (Selic) em 18,5% ao ano. O mercado quer saber porque não foi consensual a decisão do Banco Central de manter o juro inalterado. O placar foi apertado: houve cinco votos a favor da manutenção contra três votos pelo corte de juro. Essa divergência entre os integrantes do Copom foi entendida pelo mercado como uma espécie de "viés de baixa". "O mercado entendeu que já há pessoas dentro do Copom defendendo o corte de juro, o que aumentam as chances dessa queda acontecer em junho", explica um profissional. E, diante dos bons resultados dos índice de inflação IPC-Fipe e IPCA-15, ambos no piso das expectativas do mercado, cresceu então a avaliação de que, na próxima reunião do Copom, o juro pode recuar. A exceção foi o IGP-M de maio, que ficou em 0,83%, próximo do teto das estimativas dos analistas, entre 0,63% e 0,85%. Contudo, fica ainda a expectativa de que a ata reforce as apostas de corte de juro no mês que vem.Outro fator que contribui para um aumento das expectativas sobre uma redução da Selic é a queda forte do preço do petróleo no mercado internacional. Segundo operadores, a interpretação é de que a redução do preço da commodity poderia trazer de volta a trajetória de queda da Selic pela menor pressão exercida sobre os preços domésticos.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,5190, em queda de 0,36% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 18,660% ao ano frente aos 18,730% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 1,48%.

Agencia Estado,

29 de maio de 2002 | 10h46

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