Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercado espera PIB menor e inflação maior para 2018

Segundo o relatório Focus, do BC, projeção para o avanço do PIB passou de 1,49% para 1,47%, e do IPCA, de 4,15% para 4,17%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 09h15

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,49% para 1,47%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

Há duas semanas, foi a vez de o Banco Central informar que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. No acumulado do segundo trimestre, o indicador recuou 0,99%, impactado pela greve dos caminhoneiros.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,73% para elevação de 2,61%. Há um mês, estava em 2,91%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao verificado quatro semanas antes.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. A mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,15% para elevação de 4,17%. Há um mês, estava em 4,11%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,10% para 4,12%. Quatro semanas atrás, estava em 4,10%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,90% para 3,92%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 4,00%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 4,16% para 4,17%. Para 2019, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,20%.

Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,04% e 4,07%, respectivamente. No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.

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