Mercado espera queda na Selic

Com a melhora do cenário externo e as declarações otimistas do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, ao longo dos últimos dias, as apostas na queda da Selic, a taxa básica referencial da economia, estão aumentando. Na segunda-feira da semana passada, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - estavam em 18,230% ao ano. Hoje, fecharam o dia pagando juros de 17,510% ao ano, praticamente estáveis em relação à cotação de ontem, de 17,520% ao ano.De maneira geral, o presidente do Banco Central tem reforçado o bom cenário interno, com o cumprimento das metas para o ano que se encerra. A única exceção é a balança comercial, que vem decepcionando e fechará com déficit. Isso determina a atual vulnerabilidade dos mercados em relação ao cenário externo. Mesmo assim, como as principais variáveis internacionais têm apresentado melhora, talvez o governo considere que realmente há espaço para uma queda nos juros na próxima reunião para discutir o assunto, dia 20.Os preços do petróleo, embora ainda altos, têm estado num patamar mais baixo nos últimos dias, em torno de US$ 26. Há também a possibilidade de queda dos juros nos EUA a partir do primeiro trimestre do ano que vem. Por fim, o Congresso argentino votou o orçamento do ano que vem, não conforme o projeto do governo, mas com uma série de emendas. A Presidência da República já declarou que vetará as emendas, restaurando os cortes imaginados originalmente. O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje que o acordo para a liberação do pacote de ajuda multilateral estimado em US$ 20 a 30 bilhões deve sair até o início da semana que vem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,85%, em parte estimulada pela queda na Nasdaq- bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -. O dólar fechou em R$ 1,9690, com alta de 0,10%.

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