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Mercado espera Selic em 18%; juros recuam e Bolsa bate recorde

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,73% em relação aos últimos negócios de ontem, cotado a R$ 2,2210 na ponta de venda das operações. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato com juro pós-fixado (DI), com vencimento em janeiro de 2007, encerrou a sessão com taxa de 16,66% ao ano, contra 16,71% ontem. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 2,19% nesta quinta-feira, batendo novo recorde de fechamento, aos 32.617,1 pontos. O volume financeiro foi de R$ 2,225 bilhões. A marca anterior, de R$ 31.944 pontos, foi registrada em 24 de novembro. O principal índice da bolsa paulista também atingiu a máxima histórica durante o pregão (intraday), de 32.700,4 pontos, superando o recorde anterior, de 32.350 pontos, atingido em 28 de novembro. O ímpeto com que o mercado de juros tinha reforçado apostas mais ousadas de queda da Selic, a taxa básica de juros da economia, após a retração de 1,2% no PIB no terceiro trimestre, divulgada ontem, ganhou um freio hoje do próprio Banco Central.Analistas que compareceram à primeira das três reuniões que os diretores do BC, Afonso Bevilaqua e Rodrigo Azevedo, fizeram hoje com investidores saíram do encontro com a idéia de que o próximo corte da Selic está mais para 0,50 ponto porcentual do que para 0,75 ponto porcentual. Na última reunião, o BC reduziu a Selic de 19% para 18,5% ao ano. Os diretores do BC não pareceram preocupados com o PIB. Ao contrário, estariam esperando que o IBGE revise os números para cima nas próximas divulgações. Os representantes do BC teriam afirmado também que vão monitorar de perto o desempenho da produção industrial de novembro, já que a de outubro, prevista para ser divulgada no próximo dia 7, já é dada como muito fraca. Ata do CopomA ata do Copom, divulgada mais cedo, veio obviamente sem comentários sobre o PIB, dado divulgado somente ontem. Mas já antecipava uma desaceleração no PIB no terceiro trimestre, considerando o resultado da produção industrial no terceiro trimestre (queda de 0,7% ante o segundo). Antecipou também que deve haver queda na produção industrial em outubro. Ao mesmo tempo, sinalizou que a indústria deve voltar a apresentar tendência de crescimento nos próximos meses.Porém, o que mais chamou atenção do mercado na ata foi o viés conservador no que diz respeito à inflação. O IPCA de outubro, em 0,75%, foi considerado surpreendente, mesmo que estivessem previstos os efeitos da alta dos combustíveis e da reversão da queda dos preços dos alimentos.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2005 | 18h21

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