'Mercado está aquecido e há falta de profissionais'

"A graduação em engenharia naval capacita o profissional para atuar em estaleiros, sociedades classificadoras, empresas de projetos navais, operadoras e prestadoras de serviços, incluindo as áreas de exploração de petróleo e gás", afirma o coordenador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Theodoro Antoun Netto (foto abaixo).

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2013 | 02h14

Segundo o professor, o engenheiro naval atua na concepção dos projetos levando em consideração o uso a ser dado à embarcação. "Ele também supervisiona a construção e manutenção de embarcações e seus equipamentos."

Netto afirma que o mercado de trabalho está altamente aquecido devido a um programa de expansão da Petrobrás que está impulsionando a construção de navios, plataformas e estaleiros em diversos estados brasileiros. "Atualmente, 100% dos nossos alunos conseguem colocação imediata logo após a formatura."

Foi justamente o bom momento do mercado que levou hoje o aluno do sétimo semestre de engenharia naval da UFRJ Marcos Valladão a optar pela formação. "Minha escolha seria certamente na área das engenharias, tanto por influência familiar quanto pelo fato de, desde o ensino fundamental, eu ter grande curiosidade e afinidade com matemática e física. Compreender que o engenheiro é um profissional capaz de solucionar problemas também contribuiu."

O estudante diz que o interesse específico em naval foi motivado pelo recente aquecimento do mercado, que criou grande demanda por engenheiros navais sendo que, ao mesmo tempo, existe pouca oferta de profissionais com o título.

"A certeza de que escolhi a profissão certa veio ao cursar matérias ligadas à construção naval, estrutura, soldagem e produção. Oportunidades oferecidas pela faculdade para conhecer a profissão na prática, como visitas técnicas a estaleiros, local onde as embarcações são construídas, reforçaram minha convicção."

Aos 24 anos, Valladão faz estágio na ForShip Engenharia, multinacional brasileira que oferece produtos e serviços de engenharia aos setores de petróleo e gás natural, construção naval, petroquímico, energia e mineração. "Trabalho quatro vezes por semana cumprindo carga de 20 horas. Como meu curso é de período integral, minha presença no estágio varia a cada dia da semana."

Ele conta que seu trabalho consiste em auxiliar os engenheiros da área naval da empresa. "Atuo na elaboração de manuais de operação de plataformas petrolíferas, o que exige análise de diversas informações sobre o projeto, tais como dimensões principais da plataforma, local de operação, tipo de ancoragem, entre outras. O contato com profissionais experientes que compartilham seus conhecimentos, contribui para minha formação."

O aluno diz que muitas empresas optam por selecionar estagiários, oferecer treinamento profissional para contratá-los ao final da graduação. "No meu caso, não foi diferente. Desde que comecei a estagiar fui informado sobre essa política da empresa. Um dia, espero ocupar cargos executivos em grandes empresas do setor naval", afirma.

MARCOS VALLADÃO

ESTÁ NO QUARTO ANO DA POLI/UFRJ

Aos 24 anos, ele faz estágio na ForShip Engenharia. Seu trabalho consiste em auxiliar os engenheiros da área naval da empresa na elaboração de manuais de operação de plataformas petrolíferas. Segundo ele, depois de formado, é muito provável que seja efetivado. No futuro, quer ser executivo de uma grande empresa da área naval.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.