Mercado está mais otimista em março, afirma Febraban

O mercado está mais otimista, em março, em relação ao crescimento da economia e da queda da taxa de juros e do risco Brasil - taxa que mede a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do País -, em comparação do mês de fevereiro. É isso o que aponta pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que entrevistou 54 instituições bancárias. Segundo o levantamento, o mercado subiu de 3,50% para 3,54% a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. Para o próximo ano, a projeção também subiu: de 3,63% para 3,66%.Em relação aos juros, a pesquisa revela que o mercado reduziu a projeção da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 16,5% ao ano) para o final do ano, de 14,85% para 14,43%. Já a projeção para o Risco Brasil caiu de 271 pontos base para 234 pontos neste mês. Para 2007, o mercado também reviu a projeção de Risco de 244 para 212 pontos base.Ao apresentar a pesquisa, o economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, disse que três fatores contribuíram para o aumento do otimismo do mercado: o desempenho das exportações, o comportamento da inflação e a dinâmica fiscal.InflaçãoO mercado também reviu as estimativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que caíram de 4,58% para 4,53%. "O que deve ter contribuído para a redução das projeções de juros. Entretanto, a expectativa de um superávit primário este mês em 4,31% inferior ao do mês anterior de 4,33% é o fator principal para que a quedas nas projeções dos juros não tenha sido maior", disse Troster, sobre as projeções do mercado.Houve também revisão da projeção do câmbio no final de 2006, que caiu de R$ 2,34 em fevereiro para R$ 2,24 neste mês. Para 2007, a estimativa caiu de R$ 2,47 para R$ 2,38. O mercado alterou as estimativas para a contas externas. O saldo de conta corrente subiu de US$ 8,33 bilhões para US$ 8,39 bilhões. Já a projeção para o investimento estrangeiro direto passou de US$ 14,79 bilhões para US$ 14,88 bilhões.

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