Mercado estável espera Selic em 19% ao ano

Desde o início da semana passada, as altas e as baixas do mercado vêm se anulando, em uma tendência geral de estabilidade. Faltam notícias, tanto positivas como negativas, sobre o cenário econômico para que os investidores mudem suas apostas. Logo mais, será divulgado o resultado da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa do mercado é que a Selic - a taxa básica referencial da economia - será mantida nos atuais 19% ao ano. Os últimos índices de inflação divulgados excederam as previsões dos analistas, e como a meta de inflação para 2002 (3,5%) é apertada, considera-se que o governo não deve baixar os juros agora, o que tende a baratear o crédito e pressionar os preços com o aumento do consumo.Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dia foi de recuperação dos papéis do setor de telefonia. A proposta de proibição dos telefones celulares pré-pagos, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assustou os investidores. Ainda que a possibilidade de adoção da medida fosse pequena, seus efeitos seriam devastadores para as empresas do setor, o que provocou forte queda nas ações ontem. Como o governo federal abandonou a idéia, os papéis recuperaram-se das quedas. Após o susto com o apagão de segunda-feira, que não teve relação direta com a crise energética, as ações do setor elétrico também voltaram a subir.Mas a Argentina, que os investidores seguem observando com atenção, voltou a preocupar hoje. O governo continua vendendo dólares em grandes volumes para tentar conter as cotações no mercado livre, diminuindo as reservas internacionais. E a equipe técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou o orçamento de 2002, considerando-o excessivamente otimista em suas projeções. O fato dificulta as negociações para a liberação de novos recursos para o país, já que o FMI provavelmente exigirá maior esforços para equilibrar as contas públicas. Porém, os protestos têm se multiplicado pelo país desde ontem e já se prevê nova onda de violência. Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3850, com alta de 0,21%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano fecharam o dia pagando juros de 19,77% ao ano, frente a 20,02% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,75%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 2,24%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - terminou o dia em alta de 0,18%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,12%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.