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André Dusek/Estadão
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Mercado estima alta de 5% no PIB este ano e inflação acima do teto da meta

Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, economistas projetam IPCA de 5,90% no fim de 2021

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2021 | 09h37

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro passaram a prever crescimento de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Ao mesmo tempo, elevaram novamente a expectativa para a inflação neste ano, que já está acima do teto da meta que precisa ser perseguida pelo Banco Central

Os dados são do Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 21, pelo BC. Há quatro semanas, a estimativa do PIB era de 3,52%. Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 2,20% para 2,10%.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da covid-19, que derrubou o PIB em 2020. Nos últimos meses, porém, a economia tem mostrado forte reação com a recuperação da atividade mundial e a alta dos preços das "commodities" (produtos básicos, como alimentos, minério de ferro e petróleo).

No Focus desta segunda, a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 6,11% para 6,20%. Há um mês, estava em elevação de 5,50%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,43%, ante 2,30% de quatro semanas antes.

Para a inflação, os analistas elevaram a projeção do IPCA - o índice oficial de preços - este ano de alta de 5,82% para 5,90%. Foi a 11ª elevação consecutiva, há um mês, a previsão estava em 5,24%.

A projeção dos economistas para a inflação está acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

A projeção para o índice em 2022 foi mantida em 3,78%, também acima da meta para o período. Quatro semanas atrás, estava em 3,67%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. 

A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.

O mercado financeiro elevou de 6,25% para 6,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas passaram a projetar uma alta maior dos juros neste ano.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou para 4,25% ao ano. 

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