''Mercado externo tem oportunidades fantásticas''

No fim de julho, a Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL)fez uma emissão de bônus no exterior com prazo de cinco anos e taxa de retorno (yield) de 9,625% ao ano. "Foi a primeira captação externa de uma empresa desse porte depois do aprofundamento da crise global e, mesmo assim, a demanda dos investidores superou em cinco vezes a oferta", comemora a diretora executiva do banco Morgan Stanley (coordenador da operação), Cristina Schulman.

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

Cristina e muitos de seus colegas são unânimes em dizer que a situação desse mercado praticamente se normalizou a partir dos meses de março e abril (entre setembro de 2008 e o primeiro bimestre deste ano, as portas ficaram fechadas).

O panorama ficou tão difícil que chegou a impactar os números da dívida externa brasileira de curto prazo. Por causa da escassez de linhas como Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACCs), essa dívida caiu 20% no período janeiro-julho de 2009 ante o mesmo intervalo de 2008.

Dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) já mostram a retomada a que se refere Cristina. De janeiro a julho, as emissões externas (incluindo papéis do Tesouro) avançaram 24,6% ante igual período do ano passado, para US$ 8,4 bilhões. "Há oportunidades fantásticas para empresas brasileiras lá fora", diz o diretor do banco de investimentos do Credit Suisse, José Olympio Pereira.

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