Mercado festeja definição das eleições norte-americanas

O republicano George W. Bush conquistou sua reeleição à Presidência dos Estados Unidos, numa decisão sem enrosco judicial, que era o que o mercado mais temia. As bolsas norte-americanas fizeram a festa, animadas pelas ações dos setores farmacêutico, de defesa e de energia, justamente os mais beneficiados pela postura protecionista ao que Bush chama de "sua base" e seus adversários nomeiam de "elite". Às 18h15, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - subia 0,80% e o Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - avançava 0,65%. No Brasil, o mercado financeiro usou a seu favor a animação das bolsas de Nova York, minimizando o fato de o petróleo ter retomado trajetória de alta, sob o efeito do discurso antiterror de Bush. O barril para entrega em dezembro subiu 2,54%, cotado a US$ 50,88 na Nymex (bolsa de Nova York), ainda que tenha havido aumento dos estoques americanos na semana passada. O Ibovespa - índice que mede as ções na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - fechou em alta de 1,66%, nos 23.660 pontos, com volume financeiro de R$ 1,429 bilhão. As taxas de juro fecharam o dia em ligeira queda, acompanhando o alívio generalizado dos mercados. No segmento de juros, no entanto, a queda das taxas acaba sendo limitada pela perspectiva de que a Selic, a taxa básica de juros da economia, continuará em alta nos próximos meses. Os contratos futuros de juros pós-fixados com vencimento em abril fecharam em 17,68%, ante 17,71% ao ano na segunda-feira). O dólar comercial, por sua vez, caiu 0,84% em relação aos últimos negócios de segunda-feira, cotado a R$ 2,8290. A moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,8440 (-0,32%) e a mínima de R$ 2,8250 (-0,98%). Com o resultado de hoje, o dólar registra baixa de 2,55% no ano.

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