Mercado financeiro mais tranqüilo

O mercado financeiro começa a aceitar a pressão de alta nos índices de inflação e já opera com uma apreensão menor e na expectativa de redução das taxas de juros, mesmo que em um compasso mais demorado. Por conta disso, o mercado de câmbio, juros e ações manteve-se tranqüilo durante toda a manhã. No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,990% ao ano, frente a 17,020% ao ano registrados ontem. O dólar comercial estava cotado a R$ 1,8250 na ponta de venda dos últimos negócios - uma baixa de 0,16% em relação ao patamar de negociação das últimas operações de terça-feira.Mercado acionárioNa Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também há menos pessimismo em relação à alta da inflação. Há pouco, o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa - acumulava alta de 0,08%. O destaque da primeira parte do pregão foi a alta no preço das ações do Banespa. Os papéis do banco dispararam depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso, decidiu cassar as liminares que suspendiam a privatização do banco. Os sindicatos ainda ameaçaram recorrer, mas o mercado retomou a esperança de que o leilão possa sair ainda este ano. No início da tarde, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) do Banespa subiam 5,22%, enquanto as ordinárias (ON, com direito a voto) disparava 10,06%.O volume de negócios na Bolsa também surpreende. No final da manhã, o movimento era de R$ 455 milhões, projetando mais de R$ 900 milhões para todo o pregão. Diante do clima positivo com a privatização do Banespa, o mercado demonstra um interesse menor em relação à divulgação do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) de agosto, que sai hoje no final da tarde.

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