Mercado financeiro mais tranqüilo hoje

O mercado financeiro deve abrir mais tranqüilo hoje, depois do depoimento do ex-secretário-geral da presidência da República, Eduardo Jorge, na subcomissão do Senado. Ontem, os investidores passaram o dia apreensivos, pois temiam que as revelações comprometessem o presidente Fernando Henrique Cardoso. Neste caso, a confiança dos investidores em relação à política econômica do governo poderia ficar comprometida.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta de 0,31%. O bom resultado da Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet -, verificado ontem (alta de 2,77%), deve favorecer a abertura do mercado acionário brasileiro hoje. Há pouco, a Bovespa registrava alta de 0,24% e a Nasdaq operava em alta de 1,46%. Boa notícia no mercado internacional Pela manhã foi divulgado o relatório de desemprego nos Estados Unidos. A taxa ficou no patamar esperado pelos analistas - 4%. Trata-se de um número positivo para o mercado financeiro, já que é mais um indício de que a política de alta dos juros nos Estados Unidos tem sido eficiente para conter pressões inflacionárias e favorecer o desaquecimento da economia norte-americana. No próximo dia 22, o banco central norte-americano (FED) reúne-se mais uma vez para nova definição das taxas de juros. Desde junho de 1999, o FED já promoveu seis aumentos, subindo os juros anuais de 4,75% para 6,5%. A última elevação aconteceu em maio desse ano. No Brasil, as taxas de juros terão nova avaliação nos dias 22 e 23 de agosto, data marcada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Alguns analistas já afirmam que, diante do repique de inflação registrado em julho, as chances de nova redução de juros são menores. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, divulgado ontem, revela uma inflação de 1,4% no mês. Nos sete primeiros meses do ano, o Índice acumula 2,3%. Porém, a expectativa de meta de inflação para esse ano, seguindo o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do IBGE permanece inalterada - 6%. Dólar deve seguir tendência de queda No mercado de câmbio, a expectativa é de retomada da tendência de queda das cotações. De acordo com informações dadas pelo diretor do Banco Central, Daniel Gleiser, à imprensa, nos três primeiros dias do mês, US$ 700 milhões de investimentos estrangeiros entraram no País. O fluxo positivo - entrada de dólares maior que a saída - faz com que o patamar de venda da moeda norte-americana fique em torno de R$ 1,7800. Há pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 1,7920 na ponta de venda dos negócios. Uma queda de 0,11% em relação aos últimos negócios dessa quinta-feira - R$ 1,7940. Com a instabilidade no mercado de câmbio registrada ontem, o dólar variou de R$ 1,7940 a R$ 1,8130. O fechamento oficial da moeda norte-americana foi de R$ 1,8079.Em relação aos juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,35% há pouco, frente a 17,500% pagos ontem, no final do dia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.