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Mercado financeiro projeta PIB menor e inflação maior em 2014

Analistas consultados pelo Relatório Focus calculam que a economia irá crescer 0,20% neste ano e a inflação fechará em 6,43%

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 09h06

Depois do suspiro da semana passada, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 passaram de 0,21% para 0,20% no Relatório de Mercado Focus. O documento, divulgado pelo Banco Central, revela que há um mês a expectativa mediana para o crescimento do País estava em 0,27%. A perspectiva dos analistas de que haverá retomada da atividade no ano que vem foi mantida em 0,80%, como na semana anterior. Quatro semanas antes, porém, a projeção para 2015 estava em 1,00%.

A produção industrial segue como o principal setor responsável pelas previsões para o PIB deste e do ano que vem. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 2,30% este ano - a mesma da semana passada. Há quatro semanas, estava em -2,24%. Para 2015, o crescimento desse segmento deve ser de 1,30% ante 1,31% do levantamento anterior e de 1,42% de um mês atrás.

Os economistas também ajustaram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor bruto e o PIB. Para 2014, a mediana passou de 35,80% da semana passada para 35,85% agora - estava em 35,25% um mês atrás. Já para 2015, a mediana das previsões permaneceu em 36,00%. Quatro semanas antes estava em 35,75%. 

Inflação. As projeções para a inflação deste ano cada vez mais se consolidam perto do teto da meta de 6,50%, ultrapassando-o em alguns casos. De acordo com o Focus, a mediana das estimativas para o IPCA de 2014 passou de 6,40% para 6,43%. Há um mês, a taxa estava em 6,45%. Para 2015, a mediana das previsões foi alterada de 6,40% para 6,45% ante 6,30% de quatro semanas atrás. 

Para o curto prazo, mesmo com a boa nova do IPCA-15 deste mês, que veio abaixo das previsões feitas pelos analistas do mercado financeiro, a taxa para novembro se manteve em 0,60%. Já a de dezembro foi alterada de 0,69% para 0,73%. 

Juro. Uma semana antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o mercado manteve a estimativa de que a Selic subirá mais 0,25 ponto porcentual em dezembro. A mediana das previsões para a taxa básica de juros ao final do ano continuou em 11,50% ao ano. A estabilidade das projeções ocorreu mesmo depois da sinalização do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, de que poderá aumentar o passo do aperto monetário. Com isso, a Selic média deste ano também segue em 11,00% ao ano. 

Dólar. A escalada do dólar nas mesas de operações foi transferida para o Focus. A mediana das estimativas para o fim de dezembro de 2014 passou de R$ 2,53 para R$ 2,55 - há um mês, estava em R$ 2,40. Já para 2015, a cotação subiu de R$ 2,61 para R$ 2,65 de uma semana para outra - um mês antes estava em R$ 2,50.

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