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Mercado financeiro reduz previsão para o crescimento do PIB

As projeções do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 caíram de 3,11% para 3,09%. Esta foi a segunda queda consecutiva destas projeções, que estavam em 3,50% há quatro semanas. As previsões de expansão da produção industrial em 2006, por sua vez, recuaram de 3,66% para 3,55%. Esta foi a terceira redução seguida destas estimativas, que estavam em 3,97% há quatro semanas.Para 2007, as projeções de crescimento do PIB continuaram estáveis em 3,50% pela quarta semana consecutiva. As previsões de aumento da produção industrial em 2007 também não mudaram e prosseguiram em 4,50% pela 25º semana seguida. JurosAs projeções do mercado financeiro para a taxa de juros em outubro caíram de 14% para 13,75% ao ano na pesquisa divulgada pelo BC. A queda ocorreu após duas semanas seguidas de estabilidade das previsões, que estavam em 14% ao ano.A nova projeção mostra uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá cortar os juros em 0,25 ponto porcentual na reunião dos dias 17 e 18 de outubro.Para o fim de 2006, as previsões de juros recuaram de 13,75% para 13,50% ao ano. Com a queda, as projeções passaram a considerar a possibilidade da taxa ser reduzida em mais 0,25 ponto porcentual na reunião do Copom dos dias 28 e 29 de novembro.As estimativas de taxa média de juros para 2006, por sua vez, recuaram de 15,19% para 15,13% ao ano. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,28% ao ano. Para o fim de 2007, as projeções de juros seguiram estáveis em 12,50% ao ano; há quatro semanas, estas previsões estavam em 13% ao ano.As estimativas de taxa média de juros para 2007 também não mudaram e prosseguiram em 13,10% ao ano. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 13,50% ao ano.InflaçãoAs projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2006 caíram de 3,23% para 3,03% em pesquisa semanal do Banco Central (Focus) divulgada na manhã desta segunda-feira. Essa foi a sexta queda consecutiva dessas projeções, que estava em 3,68% há quatro semanas. Com a nova redução, as projeções para o IPCA deste ano ficaram ainda mais abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional.As projeções do Top 5 mostraram queda de 3,26% para 2,80% no cenário de médio prazo. Essa foi a terceira redução dessas projeções, que estavam em 3,57% há quatro semanas. Com a queda, as expectativas de inflação para este ano das instituições Top 5 passaram a ficar próximas ao piso do intervalo de tolerância da meta de inflação do ano, que é de 2,50%. Para 2007, as projeções de mercado para a variação do IPCA caíram de 4,34% para 4,30%, a terceira queda seguida dessas previsões, que estava em 4,50% há quatro semanas. Com a nova queda, as projeções também ficaram mais abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo CMN. Para as instituições Top 5, as estimativas para o próximo ano caíram de 4,30% para 4,10%, no cenário de médio prazo, sendo que há quatro semanas, essas previsões estavam em 4,40%. As projeções do mercado financeiro sem suavização para o IPCA em 12 meses à frente recuaram de 4,26% para 4,01%, segundo o BC. As projeções suavizadas de mercado para o IPCA 12 meses à frente, por sua vez, caíram de 4,29% para 4,13%. Essa foi a terceira queda consecutiva dessas projeções, que estavam em 4,51% há quatro semanas. Para o mês de setembro, as projeções do IPCA caíram de 0,23% para 0,18%. Essa foi a terceira queda seguida dessas previsões, que estavam em 0,30% há quatro semanas.Para outubro, as previsões de IPCA recuaram de 0,33% para 0,30%, representando a segunda queda consecutiva dessas previsões, que estavam em 0,38% há quatro semanas. As projeções de reajuste dos preços administrados para este ano, por sua vez, ficaram estáveis em 4,40% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 4,50%. Para 2007, as previsões de reajuste dos preços administrados prosseguiram em 4,50% pela 19ª semana consecutiva.IGP-MAs projeções do mercado financeiro para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de 2006 caíram de 3,45% para 3,39% na pesquisa semanal do BC. Esta foi a terceira queda seguida destas previsões, que estavam em 3,53% há quatro semanas.Para 2007, as previsões de alta do IGP-M recuaram de 4,50% para 4,48%. Esta foi a primeira queda destas projeções registrada na pesquisa após 43 semanas.As estimativas de mercado para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 2006, por sua vez, foram reduzidas de 3,46% para 3,26%; há quatro semanas, estas projeções estavam em 3,46%. Para 2007, as previsões de IGP-DI seguiram estáveis em 4,50% pela 32º semana consecutiva.As estimativas de mercado para a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe em 2006 recuaram, ao mesmo tempo, de 1,86% para 1,83%. Esta foi a sétima queda consecutiva destas previsões, que estavam em 2,20% há quatro semanas. Para 2007, as expectativas para a alta do IPC da Fipe caíram de 4,05% para 4%; há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,23%.CâmbioAs projeções do mercado financeiro para a taxa de câmbio no final de setembro ficaram estáveis em R$ 2,15 segundo a pesquisa do Banco Central. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,17; a estabilidade foi mantida pela terceira semana seguida apesar do aumento da volatilidade nos mercados no fim da última semana.Para o fim de outubro, as projeções de câmbio também não mudaram e seguiram estáveis em R$ 2,16; há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,19. Para o fim de 2006, as previsões de câmbio continuaram em R$ 2,18 pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,20.As estimativas de taxa média de câmbio para 2006 prosseguiram em R$ 2,18 pela terceira semana seguida, apenas R$0,01 abaixo das previsões de quatro semanas atrás. Para o fim de 2007, as estimativas de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,30 pela sexta semana consecutiva. As previsões de taxa média de câmbio para 2007 também não mudaram e continuaram em R$ 2,27 pela terceira semana consecutiva, também R$ 0,01 abaixo da estimativa de quatro semanas atrás.Balança ComercialAs projeções do mercado financeiro para o superávit da balança comercial em 2006 ficaram estáveis em US$ 43 bilhões. A estabilidade interrompeu uma seqüência de duas semanas consecutivas de elevação destas estimativas, que estavam em US$ 42 bilhões há quatro semanas.As previsões de superávit em conta corrente para este ano também não mudaram e continuaram estáveis em US$ 10 bilhões; há quatro semanas, estas projeções estavam em US$ 9 bilhões.Para 2007, as estimativas de superávit da balança comercial prosseguiram estáveis em US$ 36 bilhões pela quarta semana seguida. As previsões de superávit em conta corrente para o próximo ano também não mudaram e continuaram estáveis em US$ 5 bilhões. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 4,20 bilhões.Dívida líquidaAs projeções do mercado financeiro para a dívida líquida do setor público em 2006 subiram de 50,35% para 50,40% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a segunda elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 50,30% do PIB há quatro semanas. Para 2007, as previsões de dívida líquida continuaram estáveis em 49,10% pela quinta semana consecutiva.Investimento estrangeiroAs projeções para o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2006 subiram de US$ 15,85 bilhões para US$ 15,90 bilhões, segundo o BC. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 16 bilhões. Para 2007, as estimativas de fluxo de IED continuaram estáveis em US$ 16 bilhões pela 14º semana consecutiva. Matéria alterada às 10h54 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

25 de setembro de 2006 | 09h24

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