Fabio Motta/Estadão, Brazilian Sugar Cane Association NYT e Tasso Marcelo/AE
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Covid-19

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Mercado financeiro reduz projeção para o PIB de 2020 para queda de 5,12%

Avanço da pandemia e perspectiva de retração global também levaram à revisão na estimativa para a inflação, que agora está em 1,59% no fim do ano

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2020 | 09h56

BRASÍLIA - Com o avanço da pandemia de coronavírus e a perspectiva de retração global, economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central reduziram mais uma vez a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e também revisaram sua estimativa para a inflação.

A expectativa de evolução da economia brasileira em 2020 recuou de -4,11% para -5,12%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo BC nesta segunda-feira, 18. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de 2,96%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 3,20%. 

Na última quarta-feira, 12, a equipe econômica do governo federal revisou a projeção para o desempenho da economia em 2020 de alta de 0,02% para queda de 4,7%.

Apesar dessa revisão, a previsão oficial para a contração do PIB brasileiro em 2020 ainda está abaixo da divulgada pelo Banco Mundial, que estima um tombo de 5%, e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê queda de 5,3%.

Os analistas também passaram a prever uma Selic menor no fim de 2020. A projeção para a taxa básica de juros passou de 2,50% para 2,25% ao ano. No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou os juros em 0,75 ponto porcentual, para 3,00% ao ano.

Inflação em queda 

Para o IPCA, o índice oficial de preços, a mediana das projeções passou de alta de 1,76% para 1,59% no fim do ano. Há um mês, estava 2,23%. A projeção para o índice em 2021 passou de 3,25% para 3,20%.  Em abril, o IPCA registrou queda de 0,31%, a segunda maior deflação desde o início do Plano Real.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).  

No Focus também trouxe a projeção para a produção industrial em 2020, que passou de -3,00% para -3,68%. Há um mês, estava em -2,25%. 

Após as sucessivas altas da cotação do dólar nos últimos dias, o relatório trouxe alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano passou de R$ 5,00 para R$ 5,28 de uma semana para a outra, ante R$ 4,80 de um mês atrás.

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