Mercado futuro de ações começa na sexta-feira

Quem gosta de atuar no segmento de ações terá, a partir de sexta-feira, mais uma opção de investimento: o mercado futuro. Em linhas gerais, a aplicação consiste em aposta entre comprador e vendedor em torno da cotação futura de uma ação. Se na data prevista para a liquidação o preço do papel à vista estiver abaixo do definido em contrato, quem ganha é o vendedor, que receberá pela ação um valor maior que o de mercado. Se a cotação à vista estiver acima, o comprador levará a melhor e poderá embolsar lucro imediato, ao revender o papel por preço superior ao que pagou. Ao longo do jogo, desde o início até a liquidação do contrato, são feitos ainda ajustes diários, de acordo com as oscilações de preço no mercado à vista. Se a perspectiva do preço da ação, isto é, o valor do contrato, subir, o vendedor recebe o equivalente a essa oscilação, e o comprador deve bancar a diferença. Em situação inversa, o vendedor deverá pagar a oscilação ao comprador. Segundo o diretor de Pesquisas da Planner Corretora, Luis Antônio Neves, é possível ainda liquidar o contrato por iniciativa de uma das partes antes da data prevista. Os papéis a serem movimentados em contratos futuros serão os mais negociados no mercado à vista: as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) das empresas Embraer, Embratel Participações, Globo Cabo, Petrobrás, Telemar, Telesp Celular Participações e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobrás, e as preferenciais tipo A (PNA) da Vale do Rio Doce. Para investir, é preciso fazer também depósito de garantias na Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). O valor exigido será definido pela CBLC. Analistas acreditam que o depósito não passará de 10% do valor negociado. O vendedor a descoberto - que não possui as ações que promete vender - e o comprador poderão ainda, em alguns casos, ter de fazer depósitos à parte. Serão aceitos, como garantia, depósitos em dinheiro ou títulos como ações e CDBs, entre outros, em condições similares como as da BM&F.

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