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Mercado informal movimentou R$ 180 bi em 2005, 8,4% do PIB

Ocupações sem carteira de trabalho eram 58,8% do total naquele ano

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

Cerca de R$ 180 bilhões, ou 8,4% do PIB brasileiro de 2005 (R$ 2,147 trilhões), foram gerados pela economia informal, segundo o detalhamento dos resultados da economia do País em 2005, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que 58,8% das ocupações no País eram informais naquele ano. No caso do valor do PIB de 2005 sem os impostos (R$ 1,842 trilhão), a economia informal representa 10%.Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, outros países da América Latina, como Colômbia e Bolívia, têm informalidade em relação ao PIB similar à brasileira. Em economias mais desenvolvidas, segundo ele, o nível de informalidade é baixo ou não é considerado relevante. "Esse número (8,4%) acaba com o delírio de muitas afirmações de que a informalidade no PIB é de 30% a 40%."O gerente de Renda e Emprego do instituto, João Halak, disse que a informalidade é maior nos segmentos de comércio, construção, alojamento e alimentação. Olinto acrescentou que a participação de ocupações informais no total de ocupações é muito superior ao porcentual da economia informal porque a produtividade dos segmentos informais é baixa - muitos trabalhadores geram pouca renda. Além disso, muitos trabalhadores informais estão em empresas formais. Segundo Olinto, a economia informal está sendo mais detalhada porque "existe uma preocupação internacional maior" com essa questão e organismos como Nações Unidas e Organização Internacional do Trabalho (OIT) têm manifestado interesse em aprimorar o conceito de economia informal.A participação das ocupações formais no total de ocupações passou de 38,2% em 2000 para 41,2% em 2005, atingindo 37,4 milhões de ocupações. É a primeira vez que dados do mercado de trabalho são apresentados nas contas nacionais.O PIB inclui as ocupações e não o número de ocupados porque uma mesma pessoa pode ter mais de uma ocupação. A participação das ocupações sem carteira caiu de 23,6% em 2000 para 22,6% em 2005 (ou 20,54 milhões de ocupações), enquanto a fatia dos autônomos caiu de 38,3% para 36,2%, com 32,9 milhões em 2005.

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