Mercado: instabilidade deve ser menor hoje

O mercado financeiro deve ter um dia mais calmo com as notícias positivas internacionais e no Brasil. Na Argentina, confirmou-se ontem um acordo entre os governadores de províncias com o presidente Fernando De la Rúa, fato necessário para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) envie uma equipe ao país. O objetivo é firmar um acordo de ajuda financeira para que a Argentina consiga honrar suas dívidas em 2001. Internamente, o resultado do leilão de privatização do Banespa já provocou uma forte queda nas cotações do dólar ontem e espera-se o mesmo movimento hoje. O recuo da moeda norte-americana é explicado pela perspectiva de forte entrada de dólares no País. Com isso, investidores que têm moeda norte-americana como forma de proteção tendem a desfazer-se do ativo, o que provoca uma baixa nas cotações. Nessa manhã, o dólar comercial abriu cotado a R$ 1,9100 na ponta de venda dos negócios e há pouco era vendido a R$ 1,9010, o que significa uma baixa de 0,89% em relação aos últimos negócios de ontem.No mercado de juros, as taxas também estão em queda. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,470% ao ano, frente a 17,550% ao ano registrados ontem. Hoje começa a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para reavaliar a taxa básica de juros - Selic. A expectativa da maioria dos analistas é de manutenção dos juros em 16,5% ao ano. De acordo com Hugo Penteado, economista-chefe do ABN Amro Asset Management, o Comitê deve tomar por base a pressão de alta sobre o preço do petróleo, que pode afetar os índices de inflação no Brasil até o final do ano e em 2001.

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