Reuters/Staff
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Mercado internacional fecha sem sentido único com troca no comando do BC turco

Pela terceira vez em menos de dois anos, o presidente da Turquia decidiu trocar o presidente do banco central local por discordâncias sobre a condução da política monetária

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2021 | 17h00
Atualizado 22 de março de 2021 | 18h01

A demissão do presidente do banco central turco deixou os principais índices do exterior sem sentido único nesta segunda-feira, 22, o que também levou a lira turca a cair ante o dólar. No outro lado, o movimento promoveu migração de investidores de mercados emergentes para ativos americanos e europeus, considerados mais seguros.

Pela terceira vez em menos de dois anos, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, decidiu trocar o comando do BC turco por discordâncias sobre a condução da política monetária. O até então presidente Naci Agbal foi substituído por Sahap Kavcioglu, do partido de Erdogan, dois dias após a instituição elevar os juros básicos em dois pontos porcentuais, a 19%, acima das expectativas do mercado. A nova crise da Turquia derrubou a lira turca - que chegou a cair mais de 10% ante o dólar.

Além disso, a pandemia volta a ganhar foco no mercado europeu, diante da dificuldade dos governos europeus em frear a pandemia e em meio à vacinação lenta em grande parte dos países. A Alemanha decidiu estender o lockdown no país até 18 de abril, em meio a perspectivas de sobrecarga no sistema de saúde.

Já na Ásia, a Índia teve ontem o maior número de casos diários em quatro meses, com 43,8 mil novos registros em 24 horas. Com isso, segundo a Universidade Johns Hopkins, o mundo atingiu 123 milhões de diagnósticos confirmados da doença.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio teve queda de 2,07% hoje, pressionada por ações de montadoras e de fabricantes de eletrônicos, enquanto a Bolsa de Hong Kong caiu 0,36% e a de Seul teve baixa de 0,13%.

Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 1,14% e 1,27%, enquanto a de Taiwan teve alta de 0,74%. Na Oceania, a bolsa australiana subiu 0,66% hoje, interrompendo uma sequência de três pregões negativos.

Bolsas da Europa

No velho continente, o índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, fechou com alta de 0,19%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,26% e a de Frankfurt teve ganho de 0,25%. Milão teve alta de 0,26%.

A Bolsa de Paris caiu 0,49%, a de Madri cedeu 1,76% e a de Lisboa teve baixa de 0,20%.

Bolsas de Nova York

Os índices de Nova York foram os únicos que não sentiram os efeitos da troca na presidência do BC turco, principalmente pela calmaria no mercado de títulos dos Estados Unidos, após uma semana de pressão nos rendimentos, que bateram recordes para os últimos dois anos - hoje, eles recuaram.

O Dow Jones fechou em alta de 0,32%, o S&P 500 com avanço de 0,70% e o Nasdaq ganhou 1,23%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta segunda-feira, em meio a expectativas para o aumento da demanda este ano. Os ganhos, contudo, foram limitados por preocupações a respeito do recrudescimento da pandemia de covid-19, principalmente no continente europeu.  

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para maio encerrou a sessão com avanço de 0,20%, a US$ 61,56, enquanto o barril do Brent para o mesmo mês subiu 0,14% hoje, a US$ 64,62./ MAIARA SANTIAGO, SERGIO CALDAS E EDUARDO GAYER

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