Yonhap South Korea/EFE
Yonhap South Korea/EFE

Mercados internacionais fecham em queda com avanço da covid na Europa

Especialistas já avaliam que continente europeu está enfrentando uma terceira onda da pandemia; na Ásia, sanções impostas aos chineses por EUA e Europa preocuparam

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2021 | 17h00
Atualizado 23 de março de 2021 | 18h00

Os principais índices do exterior fecharam em queda nesta terça-feira, 23, em um dia movimentado para os mercados. As Bolsas da Europa caíram, de olho no avanço do coronavírus no continente, enquanto na Ásia, a aplicação de novas sanções por parte dos Estados Unidos e dos europeus derrubaram os negócios. No petróleo, contratos caíram em torno de 6%.

Dados compilados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que os casos de covid-19 estão em alta na maioria das regiões do globo. Na última semana, houve aumento de 8% no volume de infecções no mundo, a quinta semana consecutiva em que há aumento semanal. A situação é particularmente delicada na Europa, onde a disseminação de variantes levou a uma elevação de 12% nos registros. Alemanha, França e Holanda foram alguns dos países que, diante da conjuntura, decidiram estender os bloqueios à movimentação, para tentar conter a covid-19.

"(O avanço da covid-19) representa um problema para o setor de viagens e para o potencial de uma recuperação rápida, dada a natureza lenta do lançamento de vacinas", explica o analista Michael Hewson, da CMC Markets.

Nos Estados Unidos, para apoiar a retomada da economia, a tributação sobre grandes riquezas voltou a ganhar força. No entanto, em sabatina na Câmara, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, evitou afirmar que o governo do presidente Joe Biden proporá a elevação de impostos cobrados de grandes empresas e pessoas que ganham mais de US$ 400 mil por ano, ou aplicará medidas que afetem pequenas empresas.

Já na Ásia, o mau humor veio após EUA e União Europeia anunciarem sanções contra a China por supostos abusos de direitos humanos de minorias étnicas na região de Xinjiang. Em retaliação, Pequim impôs medidas punitivas a indivíduos e entidades europeus. 

Bolsas de Nova York

O temor ante o avanço da pandemia pesou nos mercado de Nova York, que também não receberam bem a chance de um aumento de impostos. O Dow Jones fechou em baixa de 0,94%, o S&P 500 perdeu 0,77% e o Nasdaq recuou 1,12%.

Entre as ações mais impactadas, American Airlines caiu 6,55%, United, 6,81%, e Carnival Corporation, 7,86%, foram algumas das empresas que lideraram as perdas, em meio à deterioração dos prospectos para o turismo.

Bolsas da Europa

índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou em baixa de 0,20%, enquanto a Bolsa de Londres perdeu 0,40%, a de Paris cedeu 0,39%, mas a de Frankfurt subiu 0,03%.

Milão, Madri e Lisboa tiveram quedas de 0,61%, e 0,56% e 0,81% cada.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio caiu 0,61%, enquanto Hong Kong cedeu 1,34%, Seul teve baixa de 1,01% e Taiwan recuou 0,07%. Os índices chineses de XangaiShenzhen tiveram quedas de 0,93% e 1,13% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom negativo da Ásia e recuou 0,11% em Sydney.  

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte baixa, em torno dos 6%, seguindo cautela do mercado por conta de novas restrições para tentar conter a covid-19, especialmente na Europa, que ampliam as dúvidas sobre o ritmo de retomada da demanda pela commodity. O dólar forte também contribuiu para a queda, ao tornar o petróleo mais caro para detentores de outras divisas.    

Hoje, o barril do petróleo WTI com entrega prevista para maio encerrou a sessão com recuo de 6,17%, a US$ 57,76, enquanto o petróleo Brent para o mesmo mês caiu 5,93% hoje, a US$ 60,79. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO E SERGIO CALDAS

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