Mercado interno ajudará economia em 2010, diz Miguel Jorge

Ministro acredita na melhora das exportações, mas que não será suficiente para comércio internacional forte

Renata Veríssimo, Agência Estado

15 de dezembro de 2009 | 15h52

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta terça-feira, 15, que a economia continuará sendo sustentada em 2010 pelo mercado interno. Ele acredita que haverá uma melhora nas exportações, mas disse que a recuperação nos mercados compradores não será suficiente para fazer um comércio internacional forte.

 

Miguel Jorge lembrou que o Brasil já exportou a um câmbio mais valorizado que o atual, mas a diferença agora é que o mercado não é comprador. Por isso, segundo ministro, o câmbio não é o principal problema para as exportações brasileiras. Ele avaliou que as medidas anunciadas na semana passada, pelo Ministério da Fazenda, "estão de bom tamanho".

 

Segundo Miguel Jorge, o mercado interno vai se normalizar em 2010, com a recuperação da economia. Ao ser questionado se as medidas prometidas para ajudar o setor exportador estariam encerradas, Miguel Jorge disse que não. Segundo ele, o governo teve de fazer neste momento uma "escolha de Sofia", ao decidir entre ajudar o mercado interno, que está forte, ou as exportações que não tinham muita saída. "Tivemos que resolver um para depois ajudar o outro", afirmou. Ele lembrou que o mercado interno responde por 87% do PIB, enquanto que as exportações correspondem a 13% do PIB. "É óbvio que as primeiras medidas tinham que reforçar os 87%. A questão das exportações era muito difícil de resolver, porque não depende só de nós", afirmou Miguel Jorge, se referindo à situação do mercado internacional.

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