Mercado interno é o motor da economia, afirma Paulo Bernardo

Ministro justifica aumento do PIB com o avanço do consumo familiar e alta do desempenho industrial

Evandro Fadel, da Agência Esta,

11 de setembro de 2009 | 12h16

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou o 23º crescimento consecutivo do consumo das famílias, ao comentar os números do PIB do segundo trimestre divulgados pelo IBGE em palestra a empresários no Paraná. O avanço do consumo das famílias foi de 3,2% no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período de 2008, e de 2,1% em relação ao primeiro trimestre. "Continua sendo muito positivo", afirmou o ministro. "Na verdade, hoje, o motor da economia brasileira é o mercado interno."

 

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Bernardo ressaltou ainda o desempenho do setor industrial que, apesar de ainda apresentar redução em relação ao mesmo período do ano passado, cresceu 2,1% em comparação com o primeiro trimestre. "Já tínhamos indicativos sobre o desempenho da economia e acho que foi muito bom", disse. "O Brasil voltou a crescer."

 

O ministro salientou que, levando-se em conta o desempenho apontado pelo IBGE, o brasileiro terá um "Natal gordo". "Vai ser um Natal com as famílias consumindo muito, vendendo muito, muitas encomendas para a indústria brasileira", animou-se. "E, em 2010, com certeza, vamos crescer 4,5%, embora já tenha gente achando que vai passar disso."

 

Minha Casa, Minha Vida

 

Em palestra a empresários da construção civil do Paraná, Bernardo também mostrou otimismo com o programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de casas ou apartamentos até o fim de 2010. Ele estima que, até o fim deste ano, já devem estar contratadas 400 mil unidades. Outras 400 mil serão incorporadas até junho do próximo ano. "Não tenho dúvidas de que vamos cumprir a meta",reforçou.

 

No caso do Paraná, serão 44 mil casas, das quais 40 mil já estariam em análise pela Caixa Econômica Federal (CEF). "Com certeza corremos o risco de chegar em maio ou junho do ano que vem e enfrentarmos uma onda de reclamações porque ultrapassamos (mais procura que oferta)", disse. "Acho que é um bom problema que nós vamos ter que resolver lá na frente, é um risco ótimo e vamos ter que sentar para ver se conseguimos mais dinheiro." Para ele, as reclamações de demora na liberação dos recursos devem-se ao fato de a CEF precisar fazer uma análise criteriosa. "Não vamos deixar fazer conjuntos lá no fim do mundo, tem que ser onde tem estrutura", afirmou.

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