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Mercado interno é o motor do investimento, diz BNDES

O mapeamento do BNDES reflete a recuperação do investimento na economia após a retração imposta pela crise financeira mundial, mas com um perfil diferente do ciclo intenso de inversões entre 2006 e 2008.

Alexandre Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2011 | 00h00

Para Ernani Torres, a recuperação puxada pelo consumo e a incerteza sobre a recuperação mais lenta da economia mundial direcionaram o vetor do investimento para o mercado interno.

"Não acho que a crise acabou. Está no Brasil e na economia mundial", diz o economista do BNDES. "Os emergentes, que estavam carregando o piano da economia mundial, vão continuar carregando, num cenário de desequilíbrio em que é difícil saber como a conjuntura internacional vai se comportar. O Brasil tem condições de crescer 30% a frente da economia mundial nos próximos anos", diz.

Para Torres, a indústria brasileira vai depender cada vez mais de aumento de produtividade, exigindo um tipo de investimento mais intensivo em capital, voltado para a demanda do mercado interno, que tem sido socorrida por importados. Um exemplo é a indústria química, que se destacou no estudo do BNDES, com perspectiva de R$ 40 bilhões em investimentos até 2014.

A cifra representa um crescimento de 78% em relação ao que foi investido entre 2006 e 2009. Projetos como o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), liderado pela Petrobrás, ou os de química verde da Braskem direcionam recursos para o aumento de capacidade e o desenvolvimento de tecnologias num setor em que o Brasil hoje depende de importação e afeta outras cadeias, como a têxtil.

Pela primeira vez, o BNDES mapeou a indústria de tecidos e confecções e projetou R$ 12 bilhões em investimentos até 2014. Também focada na demanda interna, a indústria automobilística deve investir R$ 33 bilhões em quatro anos.

No setor exportador, o destaque foi a indústria de papel e celulose, beneficiada pela demanda asiática e pela alta competitividade. Os investimentos devem chegar a R$ 28 bilhões até 2014.

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