Mercado interno sustentará economia, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, disse hoje que a economia continuará sendo sustentada em 2010 pelo mercado interno. Segundo ele, haverá uma melhora nas exportações, mas a recuperação nos mercados compradores não será suficiente para gerar um comércio internacional forte.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 16h46

Jorge lembrou que o Brasil já exportou a um câmbio mais valorizado que o atual, mas a diferença, agora, é que o mercado não está comprando. Por isso, de acordo com o ministro, o cambio não é o principal problema para as exportações brasileiras. Ele avaliou que as medidas anunciadas na semana passada, pelo Ministério da Fazenda, "estão de bom tamanho".

Segundo Miguel Jorge, o mercado interno vai se normalizar em 2010, com a recuperação da economia. Ao ser questionado se as medidas prometidas para ajudar o setor exportador estariam encerradas, Miguel Jorge disse que não. O ministro disse que o governo teve que fazer, neste momento, uma "escolha de Sofia", ao decidir entre ajudar o mercado interno, que está forte, ou as exportações, que não tinham muita saída.

"Tivemos que resolver um para depois ajudar o outro", afirmou. Ele lembrou que o mercado interno responde por 87% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as exportações correspondem a 13% do PIB. "É óbvio que as primeiras medidas tinham que reforçar os 87%. A questão das exportações era muito difícil de resolver, porque não depende só de nós", afirmou, referindo-se à situação do mercado internacional.

Preço do aço

O ministro disse ainda que, se houver um aumento no preço do aço nacional, o governo poderá propor à Câmara de Comércio Exterior (Camex) uma redução na alíquota do imposto de importação (II). Segundo ele, qualquer reajuste neste momento não tem justificativa.

As associações das indústrias consumidoras de aço têm alertado o governo para um possível reajuste de até 15% a partir de janeiro. O ministro disse que o governo vem acompanhando o preço do produto. "Se nós verificarmos que houve um aumento que não se justifica - e, por tudo o que se vê, não se justifica -, há possibilidade de reduzirmos a alíquota de importação do aço", advertiu.

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