AP Photo/Damian Dovarganes
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Mercado legal de maconha deve gerar pelo menos 100 mil empregos nos EUA até 2021

De acordo com o estudo, cadeia legalizada da cannabis deve movimentar US$ 40 bilhões nos próximos quatro anos

AFP

03 de janeiro de 2018 | 14h15

O mercado legal de maconha gerará US$ 40 bilhões e centenas de milhares de empregos nos Estados Unidos até 2021, de acordo com um estudo publicado na terça-feira, dia após a entrada em vigor da lei descriminaliza a venda e o consumo da erva para fins recreativos.

Este novo cálculo – feito pela empresa especializada no mercado de cannabis Arcview com a BDSAnalytics – inclui receitas de compras de consumidores (US$ 20,8 bilhões), bem como as geradas em outros setores da cadeia de produção, desde os produtores aos prestadores de serviço. Também leva em conta o dinheiro que entra na indústria e é usado em outros setores comerciais.

A projeção representa um crescimento de 150% em relação às receitas registradas em 2017 (US$ 16 bilhões), segundo o estudo.

Arcview e BDS argumentam que serão criados pelo menos 100 mil empregos diretos, sem contar os milhares indiretos, e que US$ 4 bilhões serão cobrados em impostos.

Os impostos da Califórnia, que podem chegar a 35% contando os tributos para o município e Estado, são a principal queixa de clientes e empregadores.

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A Califórnia tornou-se o maior mercado de cannabis do mundo desde segunda-feira, 1º, quando entrou em vigor a lei que despenalizava seu cultivo, venda e consumo recreativo. O público estava entusiasmado, com longas filas fora das lojas autorizadas.

O prefeito de Bekerley, Jesse Arreguin, participou de uma cerimônia em um dos mais antigos dispensários do estado para celebrar esse "momento histórico". Ele elogiou a descriminalização e exortou-se a "receber esta nova economia", quando a verba ainda é considerado uma substância ilegal pelo governo federal.

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