Mercado ligeiramente otimista

Os mercados estão mais tranqüilos, não tão otimistas quanto em dezembro, nem tão pessimistas como no início de janeiro. Com oscilações moderadas, há um leve otimismo na evolução das cotações, já que a situação brasileira é vista como positiva, mas a Argentina ainda inspira cautela e as bolsas norte-americanas acumulam quedas desde o começo do ano.Hoje o governo realizou a segunda operação de rolagem antecipada de títulos cambiais. Os vencimentos desses papéis ainda demora alguns meses, mas o governo resolveu recolhê-los e lançar novos títulos para evitar concentrar demais as rolagens no final do segundo trimestre do ano, quando vence a grande maioria dos cambiais vigentes. A operação foi considerada um sucesso pelos analistas. Segundo o Tesouro Nacional e o Banco Central, as taxas negociadas hoje foram mais baixas do que na primeira operação do tipo, realizada em 14 de dezembro.Aparentemente, o lançamento da pré-candidatura do ministro José Serra não teve efeito nos mercados. A partir de agora, os mercados estarão atentos às campanhas eleitorais. Conforme o quadro sucessório se mostrar mais favorável aos candidatos alinhados com a atual política econômica, os investidores farão lances mais otimistas. Mas se o desempenho da oposição crescer, o pessimismo deve aumentar.Na Argentina o dia foi agitado. O dólar disparou para $2,20 pesos, de $1,85 ontem, devido à forte procura, afetando os negócios no Brasil. Além disso, saiu, de acordo com a expectativa dos mercados, o presidente do Banco Central, Roque Maccarone. A Bolsa de Valores de Buenos Aires reabriu depois de oito dias fechada, com forte queda pela manhã e alta no fechamento. Segundo analistas, a bolsa está sendo usada para desbloquear depósitos e tirar dinheiro do país. De outras maneiras, muitos investidores já descobriram maneiras de fazer remessas internacionais. O governo investiga saídas de aviões carregados de dólares para bancos no Uruguai.As boas notícias são de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou estar negociando com o governo argentino, depois de ter concedido anistia dos pagamentos devidos por 12 meses. Até os Estados Unidos, que insistem na adoção de um programa sustentável antes da liberação de novos recursos, parecem mais flexíveis agora. A União Européia diz estar pressionando o FMI para negociar com o governo do presidente Eduardo Duhalde, que pretende manter o sistema de câmbio duplo somente até março, diante de uma previsão inicial de cinco ou seis meses.Mas a população continua protestando, em alguns momentos com violência, contra a recessão, o desemprego, o congelamento dos depósitos e as perdas com as conversões de dívidas e depósitos em dólar. O governo não tem como atender a todas as demandas da sociedade e a crise política ainda é profunda.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3810, com alta de 0,55%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano fecharam o dia pagando juros de 20,27% ao ano, frente a 20,77% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,93%.Às 18h45, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires operava em alta de 8,10% depois de oito dias sem funcionar. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresentava alta de 1,39%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - estava em alta de 2,02%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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