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Mercado mais pessimista no vencimento cambial

O humor dos mercados piorou ontem por causa da divulgação dos principais índices de inflação. Os preços seguem subindo com força e as altas podem não estar limitadas a produtos importados e outros afetados diretamente pelo câmbio. Já se fala em alta da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. Nesse ambiente mais pessimista, a taxa média do dólar hoje definirá a correção dos contratos cambiais que vencem amanhã. Pode haver oscilações fortes nas cotações.O Banco Central (BC) já conseguiu rolar 58,51% do vencimento de amanhã, que totaliza cerca de US$ 1,9 bilhões. Hoje deve ser realizado novo leilão, mas dados os resultados dessa semana, parece difícil que sejam renegociados todos os papéis restantes. Quanto maior for a quantia a ser resgatada, maior tende a ser a especulação, pois o apetite dos investidores para valorizar as cotações é maior. Também há a migração dos recursos recebidos em reais de contratos cambiais para o dólar, o que infla a demanda.A preocupação com a inflação também estimula a compra de moeda norte-americana. Todos os índices parciais divulgados na semana ficaram acima das expectativas. O investidor, que acreditava que a única trajetória possível para a Selic seria a queda, ainda que apenas no longo prazo, revê suas previsões. O mecanismo de controle macroeconômico é a meta de inflação, então haveria uma quebra de credibilidade importante se os preços começassem a subir fora dos padrões estabelecidos. E a cúpula petista reforçou essa compreensão.Mas ainda pode ser precipitado esperar uma alta já na próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 19 e 20. O dólar vem caindo e analistas consideram que o corte teria de ser muito elevado para conter a inflação, o que traria efeitos importantes sobre a atividade econômica, que já está fraca. Além disso, a autoridade monetária pode decidir esperar para tomar uma decisão impopular mais à frente, quando, inclusive, as expectativas do mercado em relação ao novo governo sejam melhores, o que pode propiciar uma queda ainda maior do dólar.O cenário internacional também preocupa, já que a economia norte-americana continua emitindo sinais de desaceleração e a guerra com o Iraque é cada vez mais provável. O governo iraquiano ainda não se pronunciou sobre a recente resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que é vista como um ultimato ao país. De qualquer forma, os EUA estão se preparando para a guerra e muitos analistas consideram altas as chances de que uma intervenção militar realmente ocorra.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,6100 nos últimos negócios do dia, em alta de 2,70% em relação às últimas operações de segunda-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 23,070% ao ano, frente a 23,180% ao ano segunda-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,68% em 9719 pontos. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,32% (a 8386,0 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - subiu 2,30% (a 1349,56 pontos). O euro fechou a US$ 1,0103; uma alta de 0,08. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 4,20% (455,89 pontos). O dólar oficial para venda ficou em $ 3,49 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 08h09

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