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Mercado mantém atenção com EUA, mas dia começa positivo

Bovespa começa o dia em leve alta e às 13h30 opera com valorização de 1,53%. O dólar comercial abre em alta, mas neste horário recua para R$ 1,8880, em baixa de 0,32%

30 de julho de 2007 | 13h36

Apesar da abertura positiva dos mercados, o clima ainda é de incertezas e oscilações. O mercado imobiliário norte-americano é o alvo de atenção dos investidores. A dúvida quanto ao impacto dos problemas deste setor em outras áreas da economia norte-americana e, por conseqüência, em economias do mundo todo ainda permanece.  Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou o dia em leve alta e às 13h30 opera com valorização de 1,53%. O dólar comercial abriu em alta, mas neste horário recua para R$ 1,8880, em baixa de 0,32%. O risco Brasil - que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - está em 218 pontos, abaixo do fechamento de sexta-feira. Quanto maior esta taxa, menor é a confiança do investidor. O contágio do subprime - mercado imobiliário dos Estados Unidos que oferece crédito a pessoas com risco de calote - já chegou à Alemanha, onde o banco alemão IKB Deutsche Industriebank AG alertou que registrará lucro bastante abaixo do previsto no ano 2007-2008. O motivo, justamente, é a exposição ao mercado de crédito hipotecário subprime. No cenário externo, outra notícia que merece destaque é o aumento da parcela que os bancos chineses devem recolher ao banco central (depósito compulsório). Com isso, há uma diminuição dos recursos em circulação no país, o que tem impacto sobre mercados financeiros do mundo todo. Em Nova York, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em alta de 0,17%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - opera com alta de 0,08%. Para FMI, oscilação terá "breve duração" Na manhã desta segunda-feira, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, disse que a forte queda nos mercados de ações globais iniciada na semana passada pode ter breve duração, uma vez que os mercados financeiros norte-americanos são robustos o suficiente para absorver a turbulência no setor de crédito imobiliário de alto risco. Destacou ainda que o crescimento econômico mundial está se fortalecendo.  "Do ponto de vista macroeconômico e do ponto de vista do médio prazo, acredito não ser inteligente tomar conclusões precipitadas sobre um comportamento de mercado que pode durar alguns dias", disse Rato na capital da Tailândia, onde participa de um encontro de bancos centrais do sudeste asiático. "Não acredito que podemos julgar o desempenho do mercado com base em movimentos de curto prazo. Pode haver uma série de questões relacionadas". "Pode estar havendo uma nova precificação imediata de risco, que veremos quanto irá durar; pode ser uma reação a certas condições de mercado; pode ser a aproximação de um período de realização de lucros", disse.  Ele reforçou a idéia de que as condições da economia norte-americana e global continuam sólidas, com a inflação contida em muitos países e o avanço alicerçado em uma base mais ampla do que dois ou três anos atrás. Rato afirmou que as perdas enfrentadas pelas instituições ativas no setor de crédito de alto risco demonstram a necessidade de uma maior regulamentação e transparência e igualmente escondem a importância de os investidores e os reguladores compreenderem totalmente novos e altamente sofisticados instrumentos de hedge (segurança). 

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