Mercado mantém projeção para IPCA de 2005 em 5,21%

As projeções de mercado para o IPCA de 2005 ficaram estáveis em 5,21% na pesquisa semanal do Banco Central divulgada hoje. A estabilidade ocorreu mesmo após a divulgação da ata do Copom, na semana passada, em que foi projetada pelo BC uma estimativa de inflação para este ano abaixo do objetivo de 5,1%. As estimativas de IPCA para este ano das instituições Top Five no cenário de médio prazo também não mudaram e prosseguiram em 5,21%. Para 2006, houve uma redução das previsões de inflação, de 4,80% para 4,64%. Com a queda, o porcentual projetado pelo mercado ficou mais próximo dos 4,5% do centro da meta de inflação do próximo ano. As estimativas de inflação suavizadas para o período de 12 meses à frente foram reduzidas, na mesma pesquisa, de 4,77% para 4,74%. Esta foi a terceira queda consecutiva dessas projeções, que estavam em 4,89% há quatro semanas. Para a inflação deste mês, as expectativas de mercado subiram de 0,33% para 0,35%, e ficaram o mesmo patamar de levantamento divulgado há quatro semanas. Para outubro, as estimativas de inflação seguiram a mesma tendência de alta e aumentaram de 0,40% para 0,43%. As estimativas de mercado para o reajuste de preços administrados neste ano aumentaram, por sua vez, de 7,00% para 7,30%. Apesar disso, o porcentual estimado é menor do que os 7,80% projetados pelo BC na ata da última reunião do Copom. Para 2006, as estimativas de reajuste de preços administrados permaneceram estáveis em 4,85%. Este porcentual também é inferior aos 5,30% estimados pelo BC na ata divulgada na semana passada. Juros As projeções de mercado para a taxa de juros em outubro ficaram estáveis em 19%. A estimativa embute uma expectativa de corte de 0,50 ponto porcentual dos juros na próxima reunião do Copom. Na semana passada, boa parte do mercado revisou suas previsões de queda dos juros em outubro de 0,50 para 0,25 ponto porcentual em função de ter considerado conservadora a ata da última da reunião. Para o fim do ano, as expectativas para os juros também não mudaram e continuaram em 18% pela sétima semana seguida. As projeções de taxa média de juros para este ano permaneceram estáveis em 19,15% pela segunda semana seguida. Para o final de 2006, as previsões de juros subiram de 15,75% para 16%. As estimativas de taxa média de juros para o próximo ano, em contrapartida, recuaram de 16,60% para 16,51% ao ano. Câmbio As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final do ano caíram de R$ 2,43 para R$ 2,40. Esta foi a quinta queda consecutiva destas previsões, que estavam em R$ 2,48 há quatro semanas. Para o final deste mês, as estimativas de câmbio recuaram de R$ 2,35 para R$ 2,32. Apesar da queda, o valor estimado é maior que o praticado pelo mercado na última sexta-feira, quando a taxa voltou a ficar abaixo dos R$ 2,30. Para o fim de outubro, as expectativas de câmbio recuaram pela terceira semana seguida e caíram de R$ 2,37 para R$ 2,35. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,40. As previsões de câmbio para o final de 2006 não mudaram e continuaram em R$ 2,60 pela segunda semana consecutiva. Dívida líquida do setor público As previsões de mercado para a dívida líquida do setor público neste ano ficaram estáveis em 51,50% do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal do BC. Esta foi a segunda semana consecutiva em que estas estimativas não são alteradas. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 51,40% do PIB. Para 2006, as expectativas de mercado para a dívida líquida também não sofreram alterações e continuaram em 50,50% do PIB pela quinta semana seguida. PIB As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano aumentaram de 3,26% para 3,28%. Esta foi a quarta elevação consecutiva destas estimativas, que estavam em 3% há quatro semanas. Apesar da alta, o porcentual estimado ainda é inferior aos 3,4% projetados na semana passada pelo Ministério do Planejamento. As previsões de aumento da produção industrial neste ano, em contrapartida, caíram de 4,34% para 4,22%. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 4,50%. Para 2006, as expectativas de crescimento do PIB ficaram estáveis em 3,50% pela 21º semana seguida. As previsões de crescimento da produção industrial no próximo ano também não se alteraram e continuaram em 4,50% pela quarta semana consecutiva. Superávit em conta corrente As projeções de mercado para o superávit em conta corrente deste ano subiram de US$ 12,50 bilhões para US$ 12,90 bilhões. Esta foi a oitava elevação consecutiva destas projeções, que estavam em US$ 11,85 bilhões há quatro semanas. As expectativas de superávit da balança comercial neste ano, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 40,50 bilhões pela segunda semana seguida. Para 2006, as previsões de superávit em conta corrente subiram de US$ 6,85 bilhões para US$ 7 bilhões. Esta foi a quarta alta consecutiva destas projeções, que estavam em US$ 5,85 bilhões há quatro semanas. As expectativas de superávit da balança comercial no próximo ano aumentara, por sua vez, de US$ 34,15 bilhões para US$ 34,25 bilhões. Esta foi a 10ª elevação seguida destas estimativas, que estavam em US$ 33,60 bilhões há quatro semanas.

Agencia Estado,

26 Setembro 2005 | 09h37

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