Mercado mantém projeções sobre juros e inflação, mostra pesquisa

O cenário para a trajetória dos juros contido na pesquisa semanal do Banco Central praticamente não sofreu nenhuma alteração na última rodada, cujos resultados foram divulgados hoje. A única variação registrada no levantamento foi a redução das estimativas de taxa juros média para 2005 de 13,26% para 13,25% ao ano. As previsões para os juros no final do ano ficaram estáveis em 14% e as estimativas para 2005 permaneceram em 12,50% ao ano. As estimativas de juros médio neste ano, por sua vez, continuaram nos mesmos 15,20% da pesquisa anterior. As instituições financeiras ouvidas pelo BC também mantiveram inalteradas as projeções de juros a 16% no final de abril, embutindo, com isso, uma nova queda de 0,25 ponto porcentual dos juros na próxima reunião do Copom. Estimativas de IPCA se mantêm estáveis As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal do BC elevaram as projeções de IPCA em 12 meses de 5,46% para 5,52%. O porcentual projetado é 0,19 ponto porcentual maior que os 5,33% da trajetória de metas calculada pelo economista Juan Jensen da Consultoria Tendências. As estimativas de IPCA para o corrente ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 6%, e as previsões para 2005 permaneceram em 5%. Os dois porcentuais estimados pelo mercado estão acima da metas de inflação para este (5,5%) e o próximo ano (4,5%). As previsões de IPCA para o corrente mês, por sua vez, recuaram de 0,43% para 0,42%, e as projeções para abril seguiram caminho inverso, subindo de 0,40% para 0,41%. A pesquisa do BC identificou, ao mesmo tempo, uma elevação das previsões de reajuste dos preços administrados neste ano de 7% para 7,20%. As projeções para 2005, entretanto, ficaram estáveis em 6%. Estimativas de câmbio se mantêm estáveis também As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final ficaram estáveis em R$ 3,05 na pesquisa semanal do BC. As estimativas de câmbio médio para o corrente ano seguiram a mesma tendência de estabilidade e permaneceram em R$ 2,96. Para o fim de 2005, as previsões de mercado continuaram nos mesmos R$ 3,25 do levantamento anterior. As estimativas de câmbio médio para o próximo ano, no entanto, recuaram de R$ 3,16 para R$ 3,15. As projeções de câmbio para o fim do corrente mês permaneceram nos mesmos R$ 2,90 da pesquisa divulgada na semana passada. As previsões de câmbio para o final de abril próximo também ficaram estáveis e continuaram nos mesmos R$ 2,92 do levantamento anterior. Relação dívida-PIB As previsões de mercado para a dívida líquida do setor público em 2005 recuaram de 55% para 54,95% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de menor, as projeções ainda se encontram acima dos 5,90% do PIB estimados há quatro semanas. Para este ano, as estimativas continuaram nos mesmos 56,50% do PIB da pesquisa anterior. As expectativas de superávit primário do setor público para este e o próximo ano permaneceram estáveis em 4,25% do PIB em ambos os períodos. Estimativa do PIB cai As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano recuaram de 3,54% para 3,50% em pesquisa semanal do BC. Com a redução, o porcentual projetado passou a ficar semelhante ao das estimativas oficiais de expansão econômica no corrente ano. As previsões para 2005 seguiram a mesma tendência e recuaram de 3,71% para 3,70%, um porcentual ainda maior que o estimado para este ano. A pesquisa do BC ainda identificou uma elevação das previsões de investimento estrangeiro direto (IED) para este ano de US$ 12,10 bilhões para US$ 12,95 bilhões, ficando, com isso, próximas dos US$ 13 bilhões estimados pelo BC. Para 2005, as previsões de IED ficaram estáveis em US$ 15 bilhões. Superávit em conta corrente As previsões de mercado para o superávit em conta corrente neste ano subiram de US$ 330 milhões para US$ 400 milhões na pesquisa semanal do BC. As estimativas de superávit da balança comercial neste ano, por sua vez, aumentaram de US$ 23,15 bilhões para US$ 24 bilhões na mesma pesquisa. As projeções de déficit em conta corrente para 2005, no entanto, aumentaram de US$ 2,27 bilhões para US$ 2,50 bilhões. As previsões de superávit da balança comercial no próximo ano, entretanto, ficaram estáveis em US$ 21 bilhões.

Agencia Estado,

29 Março 2004 | 09h55

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