Mercado mantém sinais de apreensão

O preço do barril do petróleo manteve-se mais uma vez no centro das atenções do mercado financeiro internacional e nacional. No Brasil, a maior preocupação dos analistas é que a meta de inflação acertada pelo governo - de 6%, com espaço de alta de dois pontos porcentuais - não seja cumprida, em função de um possível aumento do preço dos combustíveis.Nem mesmo a divulgação do recuo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi suficiente para reverter o pessimismo dos investidores. O resultado, que ficou em 1,31%, veio dentro da expectativa dos analistas - entre 1,20% e 1,40% - e abaixo do Índice de julho - 1,61%.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a segunda parte do pregão em baixa de 1,19%, movimentando R$ 280 milhões. O resultado negativo da Bovespa, além de refletir a apreensão dos investidores em relação ao preço do petróleo, também foi influenciada pela queda das ações de telecomunicações. No final da manhã, as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Tele Nordeste Celular caíam 3,81%; as preferenciais da Tele Celular Sul, 3,44%; e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Telemar registraram queda de 3,31%.As incertezas em relação à tendência do preço do petróleo também são percebidas no mercado de câmbio. O dólar é negociado a R$ 1,8270 na ponta de venda - uma alta de 0,22% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,930% ao ano no início da tarde, frente a 16,940% ao ano registrados ontem no final do dia.

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