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Mercado melhora e Bolsa sobe 3,87%

No dia mais tranqüilo desde que a crise começou, dólar cai para R$ 2,01 e risco Brasil despenca 7%, para 202 pontos

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2023 | 00h00

O mercado global viveu ontem o dia mais tranqüilo desde que as turbulências financeiras começaram, há quase um mês. O impacto da calmaria foi especialmente benéfico para o Brasil, onde o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) disparou 3,87%, segunda maior alta do ano, o dólar caiu 1,13%, para R$ 2,011, e o risco país despencou 7%, para 202 pontos. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones subiu 1,11% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 1,25%.Entenda a crise nos mercadosSegundo analistas, quatro fatores justificaram o desempenho positivo: a ausência de más notícias envolvendo empresas do setor financeiro; as especulações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduzirá a taxa básica de juros, na pior das hipóteses, em sua próxima reunião, em 18 de setembro; a atitude de quatro gigantes do setor bancário americano de recorrer a empréstimos de US$ 500 milhões cada na linha de redesconto do Fed; e informações sobre fusões e aquisições.Para Tomás Málaga, economista-chefe do banco Itaú, ainda é cedo para decretar o fim da crise. ''''Mas parece que o pior momento do problema de liquidez já passou'''', disse. ''''Aquela história de ninguém querer emprestar dinheiro para ninguém por precaução ficou para trás e a atitude dos bancos centrais foi fundamental para isso.''''Málaga lembra que muitas instituições financeiras possuem ativos de má qualidade, o que vai aparecer na próxima temporada de balanços. ''''Alguns resultados certamente não serão tão bons como vinham sendo e isso pode ter reflexos na confiança lá na frente.''''Ontem, os bancos Citigroup, JP Morgan, Bank of America e Wachovia tomaram empréstimos na linha de redesconto do Fed, que normalmente é malvista no mercado. A atitude foi interpretada como apoio à decisão do BC dos EUA de diminuir a taxa cobrada nesse tipo de crédito de 6,25% para 5,75% ao ano.Notícias sobre fusões e aquisições nos EUA também turbinaram os negócios. A Dubai World, que pertence ao governo de Dubai, informou ter comprado uma participação de 9,5% na companhia de cassinos e hotéis MGM Mirage. O Wall Street Journal disse que as corretoras TD Ameritrade e E-Trade Financial pretendem se fundir.O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avalia que algumas projeções do mercado antes da crise dificilmente se confirmarão. ''''O Ibovespa poderá até chegar a 65 mil pontos no fim do ano, como se imaginava, mas ficou mais complicado. E o dólar dificilmente irá a R$ 1,80'''', afirmou. Em compensação, ele acredita que a estrutura da economia mundial, ao menos até o momento, não foi afetada.

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