Mercado: momento menos instável

O mercado financeiro continua atento às incertezas internacionais e não abandonou os temores em relação ao futuro das economias argentina e norte-americana. Porém, sem notícias que alimentem as perspectivas negativas em relação a esses assuntos, o mercado volta gradualmente ao normal, registrando queda nas taxas de juro e câmbio. Há pouco, o dólar estava cotado a R$ 1,9090 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,21% em relação aos últimos negócios de ontem. Para alguns analistas, é o excesso de papéis cambiais - títulos atrelados ao dólar - no mercado que está derrubando a cotação do dólar nesta terça-feira. O Banco Central atendeu às reivindicações do mercado e ofertou papéis cambiais de dois anos, o que justificou o sucesso do leilão ontem e diminuiu a pressão de alta sobre o dólar. No mercado de juros, os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,650% ao ano, frente a 17,760% ao ano registrados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a subir 1,14% e manteve a tendência de alta. No início da tarde registrava alta de 1,13%Nos EUA, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 0,28%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 4,28%. Para alguns operadores, a Bovespa ainda deve continuar em alta, recuperando-se das perdas registradas até o início da semana passada. O volume de operações ainda é baixo, mas a demanda por papéis mais depreciados nas quedas anteriores, como os de teles, já começa a atrair investidores. Outros profissionais, porém, se mostram mais céticos. Eles lembram que o mercado externo, embora mais calmo hoje, continua oscilando.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2000 | 15h03

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