Mercado não apresenta oscilações

A semana no mercado financeiro foi favorecida com notícias positivas. No cenário externo, os índices de inflação norte-americanos ficaram abaixo das expectativas. Nem mesmo a instabilidade política no México representou uma ameaça. A oscilação aumentou um pouco na terça-feira, mas recuou logo na quarta-feira. No Brasil, os índices de inflação estão projetando taxas anuais abaixo das metas estabelecidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) - de 6% ao ano.As bolsas não apresentaram oscilações muito fortes, como na semana passada. Isso é um bom sinal, pois indica possibilidade de redução do nível de risco. Mas ainda não é possível dizer que as incertezas terminaram.No dia 20 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a nova taxa básica de juros no Brasil. Hoje está em 18,5% ao ano. Ainda não há consenso sobre qual será a estratégia do Banco Central. Embora haja espaço para reduzir os juros, em função do bom cenário da economia brasileira, o governo está muito preocupado com o preço do petróleo, pelo efeito que um aumento dos combustíveis terá sobre a inflação. Como é praticamente inevitável um aumento dos preços dos combustíveis, em breve, há grande possibilidade de o governo não reduzir as taxas de juros. Outro fator importante é que o banco central norte-americano (FED) vai definir a taxa de juros nos Estados Unidos só no final de junho. O Copom pode optar pelo conservadorismo e manter a taxa nos níveis atuais. Bolsa fica está estávelA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou estável durante todo o dia e fechou em queda de 0,34%. O Dow Jones - índice que mede as ações das empresas mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - oscilou muito pouco e fechou o dia em queda de 0,51%. Já a Nasdaq - bolsa norte-americana que mede a valorização das empresas de tecnologia - apresentou uma pequena alta no final do dia, 1,29%.O volume de negócios ficou em R$ 676 milhões. Os investidores mantêm a cautela e preferem esperar uma definição mais exata sobre a economia norte-americana. O que todos querem saber e se haverá uma desaceleração suave do aquecimento econômico nos Estados Unidos.O índice de inflação dos Estados Unidos, PPI, animou um pouco os negócios no início do dia, mas não foi suficiente para sustentar o otimismo . O mercado aguarda mais um número. Trata-se do índice do índice de preços ao consumidor, CPI, que sai na próxima quarta-feira. Juros e dólar fecham em quedaA principal notícia do dia saiu no final da tarde. O Tesouro Nacional voltará a leiloar títulos prefixados no leilão na próxima terça-feira, depois de ter interrompido esta oferta por cinco semanas. O Tesouro aguardou uma estabilidade maior para voltar ao mercado de prefixados. Mesmo assim, mantém a cautela e vai colocar apenas papéis de seis meses. O swap prefixado de um ano fechou pagando juros de 20,12% ao ano para uma base de 252 dias úteis. Ontem, título com a mesma base de comparação, pagou 20,27% ao ano. O mercado de câmbio também oscilou pouco durante o dia e fechou praticamente estável nesta sexta-feira, registrando ligeira queda de 0,11%, encerrando o dia em R$ 1,8020. O fluxo cambial ficou estável.

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