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Mercado não muda previsões para a Selic

Apesar da forte movimentação dos investidores nos últimos dias com a possibilidade de o corte de juro continuar em maio, a pesquisa semanal Focus divulgada ontem não mostra mudança nas previsões para a taxa Selic. À espera da ata da reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), analistas mantiveram a análise de que a redução do juro anunciada na semana passada pode ter sido a última do ano.

FERNANDO NAKAGAWA / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2012 | 03h05

Levantamento divulgado ontem mostra que economistas preferiram esperar alguns dias para reavaliar os próximos passos do Banco Central. A previsão para a taxa em maio seguiu em 9%, o que indica estabilidade do juro básico. Pelas contas do mercado, a taxa seguiria inalterada nas próximas quatro reuniões até o fim do ano.

Mas o tom nos negócios é um pouco diferente. Após o corte do juro na semana passada em 0,75 ponto porcentual, os diretores do BC afirmaram que "neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação". Além disso que, "dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionaria". As duas frases foram consideradas por parte do mercado como uma "porta aberta" para mais cortes.

Na dúvida, analistas preferem manter as previsões de eventual mudança somente após a ata, que será divulgada quinta-feira. "A ata deve esclarecer se a autoridade está considerando a possibilidade de rever o 'orçamento' total do ajuste da Selic. Até lá, mantemos avaliação de que o ciclo atual de redução do juro básico foi encerrado com o corte promovido nesta última reunião", diz a LCA Consultores.

Quanto à inflação, economistas mantiveram a previsão de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terá alta de 5,08% em 2012, acima do centro da meta de 4,5% para o ano. Em 2013, prevê o mercado, a remarcação de preços deve ganhar força e a inflação avança para 5,5%.

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