Mercado nervoso com juro nos EUA; risco atinge 700 pontos

Os elogios do governo norte-americano e do FMI à política econômica do Brasil não influenciaram o mercado financeiro brasileiro nesta segunda-feira. O que dita os negócios é a reunião do Banco Central dos Estados Unidos nesta terça-feira. Apesar de a aposta dos investidores ser pela manutenção dos juros (a alta é esperada para junho), o que preocupa é uma eventual sinalização de alta mais forte de juro.Entre os papéis brasileiros mais negociados lá fora, o C-Bond caiu 0,5%, para US$ 0,912. O risco Brasil avançou 38 pontos e passou dos 700 pontos (está em 701). O dólar subiu forte, para fechar com valorização de 1,64%, a R$ 2,98 - maior cotação desde 1º de setembro de 2003 (de R$ 2,986).A bolsa paulista reagiu na última meia hora do pregão, porque os investidores desistiram de vender. O Ibovespa, que chegou a cair 2,66%, fechou em alta de 0,52%, em 19.709 pontos, com volume financeiro de R$ 930 milhões. Os juros futuros também acompanharam o nervosismo e subiram. Os contratos futuros DIs de janeiro encerram em 15,76%, contra 15,60% de sexta-feira.

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