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Coluna Dan Kawa: Juro baixo é bom, mas impõe desafio ao investidor

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Mercado: Novos produtos em meio ao caos

Soluções personalizadas para a ocorrência de covid-19 estão entre as novidades

Eduardo Geraque, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

28 de abril de 2020 | 05h12

No turbilhão social e econômico provocado pela pandemia do vírus respiratório da covid-19, cada segmento do mundo dos seguros precisa encarar as próprias peculiaridades. No turismo, por exemplo, o desafio é enorme diante da paralisação absoluta. Produtos de viagem, normalmente com apólices de curta duração, sumiram.

Mas, mesmo diante da incerteza e da instabilidade, especialistas consultados pelo Estadão prospectam novas soluções.

“Em nossa força tarefa temos mapeado produtos inovadores que surgem na Europa e nos Estados Unidos e que podem chegar ao Brasil”, diz Eduardo Takahashi, vice-presidente executivo de Commercial Risk da Aon Brasil, consultoria em gestão de riscos e seguros. “Eles [os novos produtos] estão atrelados a preocupações que envolvem, por exemplo, as interrupções de negócios por causa da covid-19 e até mesmo o risco climático.” Segundo Takahashi, há tentativas de, com base na modelagem de dados, inferir se existe mais ou menos probabilidade de uma pessoa pegar a doença causada pelo novo coronavírus, a depender de informações como a região em que vive e se pratica algum tipo de isolamento.

Produtos ligados ao risco de vida e de acidentes podem atrair mais interessados no pós-pandemia, porque a crise demonstra que prevenção é fundamental. É nesse contexto que a seguradora MAG pretende lançar em breve tipos de seguro ainda inéditos no Brasil. Um deles é voltado para os idosos que agora passam mais tempo em casa: se sofrer qualquer tipo de acidente doméstico, o indivíduo estará seguro e com acesso à saúde.

Previdência

Segmento do mercado de seguros que mais cresceu na comparação entre 2018 e 2019, segundo a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), a previdência encontra nos economistas praticamente uma única recomendação para os investidores preocupados com prejuízo: como se trata de um investimento a longo prazo – e apesar do derretimento dos mercados por causa da crise –, o melhor a fazer é ter tranquilidade e não realizar as perdas agora. Conversar com o analista do plano para tentar adequar o perfil de risco pode ser uma boa saída.

Ainda é cedo

Segundo Takahashi, uma análise mais profunda mostra que os negócios estão funcionando. “É um setor bem preparado tecnologicamente e que não sofreu uma disrupção importante. O impacto tende a ser maior nas pequenas e médias empresas, que correm o risco de fechar e de não conseguir pagar os seguros. Mas nas grandes corporações está rodando normal”, afirma o analista.

Saúde, varejo, logística, transporte, expectativa de vida, empregos. Tudo, praticamente, interfere na questão dos seguros. Por isso ainda é cedo para determinar o real impacto da crise sobre o setor e, principalmente, dentro de cada segmento. “Mesmo as empresas que estão renegociando salários com os trabalhadores estão mantendo os benefícios, como os seguros saúde”, afirma Takahashi.

Efeito ‘positivo’

Apesar de ser um vento contrário do lado das vendas, a urgência da covid-19 e as medidas para contê-la estão reduzindo a sinistralidade em vários segmentos, como nos de seguro-saúde [há uma parada nas cirurgias eletivas] e de automóvel [ruas vazias]. E ainda podem beneficiar quem atua em seguro de vida e previdência privada. Isso significa, na prática, diminuir os custos das seguradoras, o que é positivo para os resultados.” (Estadão Conteúdo/Coluna do Broadcast)

 

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