Mercado pede queda da Selic no fim de ano

O fim de ano está próximo, mas quem esperava que o mercado estivesse morto neste mês estava errado. Com a mudança no cenário internacional, os humores dos investidores melhoraram consideravelmente. Muitos apostam numa queda da Selic - a taxa de juros básica referencial da economia -, dos atuais 16,5% ao ano para 16% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dias 19 e 20 de dezembro. No mínimo, espera-se que o Copom defina o viés de baixa, autorização para o presidente do Banco Central reduzir o patamar da Selic quando julgar conveniente.De qualquer maneira, o resultado da reunião do Copom sairá um dia antes de reunião equivalente nos EUA para definir os juros básicos norte-americanos. O resultado final pode depender da confirmação das declarações do presidente do FED - banco central norte-americano -, Alan Greenspan, de que a tendência dos juros nos EUA pode passar a declinante. A definição do resultado das eleições para a presidência do país pode animar as bolsas, e se o bom tom entre os candidatos se mantiver, facilitando a transição, os investidores e o FED podem ficar ainda mais otimistas.E os preços do petróleo despencamOutra boa notícia é que os preços do petróleo voltaram a despencar ontem nos mercados internacionais. Como os altos preços têm pressionado a inflação brasileira e custado dólares, a queda é bem-vinda. O movimento foi estimulado principalmente por indicações de que o Iraque retomou as exportações do produto, interrompidas desde 1.º de dezembro. Além disso, a expectativa de desaceleração da economia norte-americana, que deve reduzir a demanda no ano que vem, também tem contribuído para o tombo das cotações. Os contratos para janeiro negociados em Londres recuaram 7,1%, cotados por US$ 25,14 o barril. Em Nova York, a queda foi de 3,17%, com os contratos fechando em US$ 28,74 o barril.A percepção de que a oferta do petróleo supera amplamente a demanda foi forte o suficiente para conter as preocupações sobre declarações do presidente da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), Ali Rodriguez. Segundo ele, a organização poderá cortar a produção em 1 milhão de barris por dia caso as cotações fiquem abaixo de US$ 22 o barril por um período prolongado. Nem a queda dos estoques americanos impediu o recuo das cotações.Leilão da Copene pode ser hojeSe a batalha de liminares permitir, hoje será vendida a Copene disputada oficialmente pela brasileira Ultra e pela argentina Perez Companc. A outra concorrente, a americana Dow, anunciou sua desistência ontem no final da tarde. Operadores comentam que, como a Ultra conta com apoio do BNDES, a expectativa de entrada de dólares não é forte.

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